Este mês de novembro a ANAFIQ encaminhou um ofício para o Crefito 16 , e assim representando os associados da região norte do país afirmou que é contra a divulgação de cursos manipulativos como Quiropraxia.
Quiropraxia é uma ciência provida de diversas técnicas e métodos tendo a sua filosofia própria.

Segue Ofício

Ofício 003/2018

Ao Crefito 16
Prezado Sr. Delegado Carlos Eduardo Pereira de Souza

Informamos através deste ofício, em nome da ANAFIQ – Associação Nacional de Fisioterapia em Quiropraxia, que a Quiropraxia é regulamentada pelo COFFITO através da Resolução 399, de 03 de agosto de 2011 determina que a Quiropraxia é uma área de especialidade do Fisioterapeuta, e da Resolução 220, de 23 de maio de 2001 que predispõe no Art.3º: O Fisioterapeuta com formação em quiropraxia ou osteopatia, oriundo de curso com carga horária inferior ao determinado nesta Resolução, deverá complementar sua formação acadêmica em curso reconhecido pelo COFFITO, para que possa alcançar a condição de especialista.
A Quiropraxia é uma Ciência, Arte e Filosofia onde o Fisioterapeuta deve se dedicar a um programa de formação mínima de 500hs e por 2 anos no mínimo de experiência clínica, programa pedagógico estabelecido por esta entidade, estando relacionada à disciplinas como Neurofisiologia, Anatomia e Biomecânica, não sendo meramente uma técnica manipulativa.
O simples fato de manipular não necessariamente significa que o praticante está executando a Quiropraxia, pois dentro da especialidade da Quiropraxia o praticante deve se atentar para uma avaliação minuciosa e critérios e requer amplo conhecimento da clínica traumato-ortopédica, fisiopatologia e neurologia, gerando competências específicas para intervenção e para chegar ao diagnóstico miopatológico, neurofisiológico, cinesiopatológico para realizar a intervenção quiroprática necessária.
Sendo a Quiropraxia é uma ciência que surgiu nos EUA na cidade de Davenport, estado de Iowa e que não é somente realizar manipulação articular e apenas um curso de final de semana ou uma formação básica, respeitamos práticas de ‘Seitai’ e outras técnicas manipulativas alternativas, mas condenamos e repudiamos o uso inadequado com técnicas que não representam a disciplina de Quiropraxia, considerando assim não apropriação da utilização do nome “Quiropraxia japonesa” para a técnica denominada “Seitai”, sendo que não há derivações da Quiropraxia bem como divergências em seu nome.

Novo Hamburgo, 11 de outubro de 2018

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