A angiologia é a parte da anatomia humana que estuda o coração e seus vasos sangüíneos. Pode ser chamado de sistema cardiovascular.

O sistema cardiovascular é constituído por um sistema de tubos e por uma bomba percussora que tem como função impulsionar um líquido circulante de cor vermelha por toda a rede vascular.
Estes tubos são artérias e veias que servem de passagem ao sangue que é o líquido circulante responsável pela oxigenação e nutrição das células e essa bomba percussora é o coração, músculo responsável pelo bombeamento de sangue.
 

Conjunto de vasos que saem do coração e se ramificam sucessivamente distribuindo-se para todo o organismo. Do coração saem o tronco pulmonar (relaciona-se com a pequena circulação, ou seja leva sangue venoso para os pulmões através de sua ramificação, duas artérias pulmonares uma direita e outra esquerda) e a artéria aorta (carrega sangue arterial para todo o organismo através de suas ramificações).

 
Estrutura:
1- Túnica externa: é composta basicamente por tecido conjuntivo. Nesta túnica encontramos pequenos filetes nervosos e vasculares que são destinados à inervação e a irrigação das artérias. Encontrada nas grandes artérias somente.
2- Túnica média: é a camada intermediária composta por fibras musculares lisas e pequena quantidade de tecido conjuntivo elástico. Encontrada na maioria das artérias do organismo.
3- Túnica íntima: forra internamente e sem interrupções as artérias, inclusive capilares. São constituídas por células endoteliais.
 
Ramificações:
1- Ramos colaterais: surgem dos troncos principais em ângulo agudo, em ângulo reto ou em ângulo obtuso.
2- Ramos terminais: são os que irrigam com certa exclusividade um determinado território. São os ramos mais ditais.
 
Relação volumétrica: a soma da área dos lumes dos ramos distais é sempre maior que a área do vaso que lhe deu origem.
 
Anastomose: significa ligação entre artérias, veias e nervos os quais estabelecem uma comunicação entre si. A ligação entre duas artérias ocorre em ramos arteriais, nunca em troncos principais. Às vezes duas artérias de pequeno calibre se anastomosam para formar um vaso mais calibrosos. Freqüentemente a ligação se faz por longo percurso, por vasos finos, assegurando uma circulação colateral.

Relações:
1- Com as veias: a norma geral é que um artéria seja acompanhada por pelo menos uma veia, sendo chamadas veias satélites. Artérias de grosso calibre geralmente são acompanhadas por uma veia e artérias de média e pequeno calibre são seguidas em seu trajeto por duas veias.
2- Com os músculos: certos músculos servem como ponto de reparo às artérias que os acompanham, sendo chamados de músculos satélites, como por exemplo o músculo esternocleidomastóideo que acompanha a artéria carótida comum.
3- Com as articulações: as artérias sempre passam pela superfície flexora da articulação.
 
Algumas artérias importantes do corpo humano
Sistema do tronco pulmonar: o tronco pulmonar sai do coração pelo ventrículo direito e se bifurca em duas artérias pulmonares, uma direita e outra esquerda. Cada uma delas se ramifica a partir do hilo pulmonar em artérias segmentares pulmonares.
Este sistema leva sangue venoso para os pulmões para que ocorra a troca de gás carbônico por oxigênio.
Sistema da aorta (sangue oxigenado): a artéria aorta sai do ventrículo esquerdo e se ramifica na porção ascendente em duas artérias coronárias, uma direita e outra esquerda que vão irrigar o coração. Logo em seguida a artéria aorta se encurva formando um arco para a esquerda dando origem a três artérias (artérias da curva da aorta) sendo elas:
                        1- Tronco braquiocefálico arterial
                        2- Artéria carótida comum esquerda
                        3- Artéria subclávia esquerda

 


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


 

O tronco braquiocefálico arterial origina duas artérias:
                        1- Artéria carótida comum direita
                        2- Artéria subclávia direita

 


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

A artéria subclávia (direita ou esquerda), logo após o se início, origina a artéria vertebral que vai auxiliar na vascularização cerebral, descendo em direção a axila ela, a subclávia, recebe o nome de artéria axilar, e quando finalmente atinge o braço seu nome muda de novo mas agora para artéria braquial (umeral). Na região do cotovelo ela emite dois remos terminais que são as artérias radial e ulnar que vão percorrer o antebraço. Na mão essas duas artérias se anastomosam formando um arco palmar profundo que origina as artérias digitais palmares comuns e as artérias metacarpianas palmares que vão se anastomosar.

 


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

As artérias digitais palmares originam as artérias digitais palmares próprias para cada dedo.
Artéria carótida comum (esquerda ou direita): esta artéria se ramifica em:
                        1- Artéria carótida interna (direita ou esquerda)
                        2- Artéria carótida externa (direita ou esquerda)
Artéria carótida interna: penetra no crânio através do canal carotídeo dando origem a três ramos colaterais: artéria oftálmica, artéria comunicante posterior e artéria coriódea posterior. E mais dois ramos terminais: artéria cerebral anterior e artéria cerebral média.
 
Polígono de willis:
A vascularização cerebral é formada pelas artéria vertebrais direita e esquerda e pelas artérias carótidas internas direita e esquerda.
As vertebrais se anastomosam originado a artéria basilar, alojada na goteira basilar, ela se divide em duas artérias cerebrais posteriores que irrigam a parte posterior da face inferior de cada um dos hemisférios cerebrais.
As artérias carótidas internas em cada lado originam uma artéria cerebral média e uma artéria cerebral anterior.
As artérias cerebrais anteriores se comunicam através de um ramo entre elas que é a artéria comunicante anterior.
As artérias cerebrais posteriores se comunicam com as arteriais carótidas internas através das artérias comunicantes posteriores.
 


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Artéria carótida externa: irriga pescoço e face. Seus ramos colaterais são: artéria tireoíde superior, a. lingual, a. facial, a. occipital, a. auricular posterior e a. faríngea ascendente. Seu ramos terminais são: artéria temporal e artéria maxilar.
Artéria aorta porção torácica:
Após a curva ou arco aótico, a artéria começa a descer do lado esquerdo da coluna vertebral dado origem aos ramos:
 
Viscerais (nutrem os órgãos):
                        1- Pericárdicos
                        2- Bronquiais
                        3- Esofágicos
                        4- Mediastinais
Parietais (irrigam a parede dos órgãos):
                        5- Intercostais posteriores
                        6- Subcostais
                        7- Frênicas superiores

Artéria aorta parte abdominal:
Ao atravessar o hiato aórtico do diafragma até a altura da quarta vértebra lombar, onde termina, a aorta é representada pela porção abdominal.
Nesta porção a aorta fornece vários ramos colaterais e dois terminais.
 
Ramos colaterais:
Ramos parietais:
                        1- Artéria frênica inferior
                        2- Artérias lombares
Ramos viscerais:
                        1- Tronco celíaco que origina:
                        Artéria gástrica esquerda
                        Artéria esplênica que da origem a artéria gastro-epiplóica esquerda.
                        Artéria hepática comum fornece vários ramos colaterais: artéria gástrica direita, artéria gastro duodenal e artéria gastro-epiplóica direita; e apenas um ramo terminal: Artéria hepática própria.

                        2- Artéria mesentérica superior
                        3- Artéria mesentérica inferior
                        4- Artéria supra-renal média (par)
                        5- Artéria renal (par)
                        6- Artéria gonadal (par)
                        7- Artéria sacral mediana

 
Os ramos terminas da artéria aorta são artéria ilíaca comum direita e artéria ilíaca comum esquerda.

 


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.



 

Artéria ilíaca comum (direita e esquerda): dão origem às artérias ilíaca interna e externa direita e esquerda.

 
Artéria ilíaca interna (direita e esquerda): vascularização dos órgão genitais.

 
Artéria ilíaca externa (direita e esquerda):

 
Ramos colaterais:
                        1- Artéria epigástrica inferior
                        2- Artéria circunflexa profunda do ílio

 
Seu ramo terminal é a artéria femoral.

 
Artéria femoral: desce a coxa e na altura do joelho na parte flexora está artéria recebe o nome de artéria poplítea.

 
Artéria poplítea: origina a artéria tibial anterior e a artéria tibial posterior que vão irrigar a perna.

 
Artéria tibial anterior: Na parte flexora do tornozelo ela muda de nome para dorsal do pé.

 
Artéria dorsal do pé:

 
Ramos:
                        1- Artéria társica lateral
                        2- Artéria társica medial
                        3- Artéria primeira metatársica dorsal
                        4- Artéria plantar profunda

 
Artéria tibial posterior:

 
Ramos:
                        1- Fibular
                        2- Nutrícia
                        3- Musculares
                        4- Maleolar medial posterior
                        5- Comunicante
                        6- Calcanear medial
                        7- Plantar medial
                        8- Plantar lateral

 


 

É um sistema auxiliar de drenagem formado por vasos e órgãos linfóides que tem como objetivo a circulação de linfa (um líquido aquoso, claro que está contido dentro deste sistema). Este sistema auxilia o sistema venoso pois nem todos as moléculas que estão contidas nas células conseguem passar diretamente para os capilares sangüíneos, elas precisam ser recolhidas por capilares especiais, capilares linfáticos, de onde a linfa segue para os vasos linfáticos e destes para os troncos linfáticos que lançam a linfa em veias de médio e grande calibre. Estes vasos linfáticos são muito encontrados na pele e nas mucosas e estes e apresentam válvulas como as veias que asseguram que o fluxo corra em uma só direção, ou seja para o coração. No sistema linfático encontramos estruturas denominadas linfonodos que tem como objetivo servir de barreira ou filtro contra a penetração de toxinas na corrente sangüínea, estes linfonodos encontram-se no trajeto dos vasos linfáticos, e são estrutura de defesa do organismo, e para isso produzem glóbulos brancos principalmente os linfócitos. Muitas vezes os linfonodos estão localizados ao longo de um vaso sangüíneo no pescoço, no tórax, no abdômen e na pelve e em um processo inflamatório estes se tornam doloridos e são chamados de íngua.
 
Baço:
O baço é um órgão linfóide apesar de não filtrar linfa. Suas principais funções são as de reserva de sangue, para o caso de uma hemorragia intensa, e de destruição dos glóbulos vermelhos do sangue e preparação de uma nova hemoglobina a partir do ferro liberado da destruição dos glóbulos vermelhos .
 
Timo:
Considerado um órgão linfático por ser composto por um grande número de linfócitos e por sua única função conhecida que é de produzir linfócitos. O timo após a puberdade sofre um processo de involução.
 

O coração é um órgão oco que se contrai ritmicamente, impulsionando sangue para todo o corpo.
 
Situação: situado dentro do tórax, num espaço chamado de mediastino que fica entre os dois pulmões (limites laterais), por cima do diafragma (limite inferior), na frente da coluna vertebral, em sua porção torácica, e por trás do osso esterno.

 
Constituição: o coração é formado por três túnicas que são de fora para dentro, pericárdio , miocárdio e endocárdio.

 
O músculo cardíaco é composto pelo miocárdio, que é a túnica mais espessa, o endocárdio é uma fina membrana que a forra intimamente a parte interna do coração e o epicárdio (folheto visceral do pericárdio) adere a parte externa do coração. O pericárdio fibroso ou saco pericárdio (parte parietal do pericárdio) é onde o coração está alojado dentro.

 


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.



 

Forma: de um cone achatado no sentido antero-posterior.

 
Posição: colocado no mediastino, o coração ocupa uma posição oblíqua estando com o ápice voltado para baixo, para a esquerda e para frente e a base para cima, para trás e para direita.

 
O coração está por trás do esterno ficando 1/3 à direita da linha mediana e 2/3 à esquerda dessa linha.

 
A área cardíaca está situada entre o segundo espaço intercostal e o quinto espaço intercostal.

 
No segundo espaço intercostal há 2 cm da borda do esterno para a esquerda podemos estabelecer o ponto A, o ponto B fica na mesma altura só que para á direita cerca de 1 cm da borda do esterno.

 
Ao nível do quinto espaço intercostal justamente na borda direita do osso esterno podemos estabelecer o ponto C, e finalmente o ponto D pode ser estabelecido a 6 cm da borda esquerda do osso esterno. Ligando os quatros pontos teremos a área cardíaca.

 
O ponto D corresponde à ponta do coração, local onde se pode observar as batidas do coração, batimento conhecido por Ictus Cordis.

 


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.



 

Volume: é comparado ao punho, deve-se fletir sem muita força os dedos da mão esquerda, colocando a ponta do polegar na curva do índex. A visão dorsal da mão da uma idéia do seu volume.
 
Configuração Exterior: o coração tem a forma de uma pirâmide triangular. Apresentando uma base, um ápice e três faces.
As faces são esternocostal (anterior), diafragmática (inferior) e pulmonar (esquerda).
Interiormente o coração é subdividido em quatro cavidades, duas superiores (átrios direito e esquerdo) e duas inferiores (ventrículos direito e esquerdo). Internamente entre os átrios e os ventrículos temos óstios atrioventriculares que servem de passagem de sangue de uma câmara a outra. No sentido longitudinal temos entre os dois átrios o septo interatrial e entre os dois ventrículos o septo interventricular. Externamente os óstios atrioventriculares correspondem ao sulco coronário, que é ocupado por artérias e veias coronárias, este sulco circunda o coração e é interrompido anteriormente pelas artérias aorta e pelo tronco pulmonar.
Na face esternocostal dificilmente pode-se separar os átrios, mas já na face diafragmática eles podem ser separados pelo sulco interatrial. O septo interventricular na face anterior corresponde ao sulco interventricular anterior e na face diafragmática ao sulco interventricular posterior. O sulco interventricular termina inferiormente a alguns centímetros do à direita do ápice do coração, em correspondência a incisura do ápice do coração. O sulco interventricular anterior é ocupado pelos vasos interventriculares anteriores.
O sulco interventricular posterior parte do sulco coronário e desce em direção à incisura do ápice do coração. Este sulco é ocupado pelos vasos interventriculares posteriores.
Configuração Interior: o átrio direito comunica-se com o ventrículo direito e o esquerdo com o ventrículo esquerdo através do óstio atrioventricular, assim podemos dividir o coração em duas partes distintas: a esquerda onde circula só sangue arterial (oxigenado) e a direita onde transita sangue venoso (rico em gás carbônico).
 
Os átrios têm a forma cubóide.

 
Átrio Direito: é mais alongado verticalmente e pode ser subdividido em duas câmaras: uma que corresponde à direção das duas veias cavas, que é o seio das veias cavas, e outra de relevo muito acidentado.
Essas duas câmaras por dentro são delimitadas por uma saliência que é a crista terminal, a qual corresponde externamente a uma depressão denominada sulco terminal. Na parede medial do átrio direito, que é constituída pelo septo interatrial, encontramos uma depressão que é a fossa oval. Entre as veias cavas e mais próximo da veia cava inferior, encontramos uma saliência chamada tubérculo intervenoso. Anteriormente, o átrio direito apresenta uma expansão piramidal denominada aurícula direita, que serve para amortecer o impulso do sangue ao penetrar no átrio. O átrio direito recebe três veias: a veia cava superior de onde desemboca sangue da cabeça e dos membros superiores, a veia cava inferior que recebe sangue proveniente do abdômen e dos membros inferiores, e o seio coronário que recebe sangue do próprio coração. Os orifícios onde as veias cavas desembocam têm os nomes de óstios das veias cavas. No óstio da veia cava inferior há uma fina lâmina que impede que o sangue reflua para baixo denominado válvula da veia cava inferior, e no óstio da veia cava superior há apenas uma válvula parcial. O orifício de desembocadura do seio coronário é chamado de óstio do seio coronário e encontramos também uma lâmina que impede que o sangue retorne do átrio para o seio coronário que é denominada de válvula do seio coronário.
Átrio Esquerdo: é também irregularmente cubóide, porém de maior eixo disposto transversalmente no sentido da desembocadura das veias pulmonares que são em número de quatro, duas de cada lado, uma superior direita e outra inferior direita, uma superior esquerda e outra inferior esquerda. Os orifícios dessas veias são denominados de óstios das veias pulmonares. O átrio esquerdo também apresenta uma expansão piramidal chamada aurícula esquerda.
Os Ventrículos: têm uma forma que poderia ser comparada a um cone. O ventrículo esquerdo é sensivelmente mais cônico, enquanto o direito é representado por um cone achatado transversalmente ajustando-se ao ventrículo esquerdo. Na face anterior do coração teremos oportunidade de observar que o ventrículo direito ocupa ¾ dessa face.
O ventrículo direito é subdividido em duas câmaras uma que se relaciona com o óstio atrioventricular direito que é a câmara venosa, e outra que se relaciona com o óstio de tronco pulmonar chamada câmara arterial. O orifício de entrada é o óstio atrioventricular direito e o de saída o óstio do tronco pulmonar.
No óstio atrioventricular direito existe um aparelho denominado valva tricúspide que serve para impedir que o sangue retorne do ventrículo para o átrio direito. Essa valva é constituída por três lâminas membranáceas, esbranquiçadas e irregularmente triangulares, de base implantada no rebodo do óstio e o ápice dirigido para baixo e preso ás paredes do ventrículo por intermédio de filamentos.
Cada lâmina é denominada cúspide. Temos uma cúspide anterior, outra posterior e outra septal. O ápice das cúspides é preso por filamentos denominados cordas tendíneas, as quais se inserem em pequenas colunas cárneas chamadas de músculos papilares.
A valva do tronco pulmonar também é constituída por pequenas lâminas, porém estas estão dispostas em concha, denominadas válvulas semilunares (anterior, esquerda e direita). No centro da borda livre de cada uma das válvulas encontramos pequenos nódulos denominados nódulos das válvulas semilunares (pulmonares).
Ventrículo Esquerdo: é subdividido em duas câmaras, uma em relação ao óstio atrioventicular esquerdo que é a câmara venosa, e outra câmara arterial que constitui o vestíbulo aótico.
No óstio atrioventricular esquerdo encontramos a valva atrioventricular esquerda, constituída apenas por duas laminas denominadas cúspides dá-se o nome a essa valva de bicúspide.
As cúspide são anterior e posterior.
A valva aórtica é constituída por três válvulas semilunares (direita, esquerda e posterior).

 


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Nesta valva existem nódulos no centro da margem livre de cada válvula denominados nódulos das válvulas aórticas.
 
Complemento:
Valva é o aparelho completo e válvula são as suas partes.
Fluxo é quando o sangue segue o seu caminho normal.
Refluxo é quando o sangue retorna a um compartimento contrario ao fluxo.
As valvas e válvulas são para impedir este comportamento anormal do sangue, para impedir que ocorra o refluxo elas fecham após a passagem do sangue.
Sístole é a contração do músculo cardíaco, temos a sístole atrial que impulsiona sangue para os ventrículos. Assim as valvas atrioventriculares estão abertas à passagem de sangue e a pulmonar e a aórtica estão fechadas. Na sístole ventricular as valvas atrioventriculares estão fechadas e as semilunares abertas a passagem de sangue.
Diástole é o relaxamento do músculo cardíaco, é quando os ventrículos se enchem de sangue, neste momento as valvas atrioventriculares estão abertas e as semilunares estão fechadas.
Em conclusão disso podemos disser que o ciclo cardíaco compreende:
                        1- Sístole atrial
                        2- Sístole ventricular
                        3- Diástole ventricular

Estrutura: as paredes dos átrios são mais membranáceas e muito delgadas, enquanto que as dos ventrículos são evidentemente constituídas por fibras musculares e bastante espessa.
As fibras musculares do coração são estriadas, porém são inervadas pelo sistema nervoso autônomo e por isso funcionam independentes da vontade.
Interiormente, nas paredes dos átrios e dos ventrículos, encontramos trabéculas cárneas (feixes de fibras musculares), que fazem saliência na superfície interna das cavidades.
Essas trabéculas cárneas podem ser de três tipos:
                        1- Trabéculas cárneas de primeira ordem: são os músculos papilares.
                        2- Trabéculas cárneas de segunda ordem: são os músculos pectíneos, que são encontrados nos átrios, principalmente nas aurículas.
                        3- Trabéculas cárneas de terceira ordem: são as colunas colocadas paralelamente à superfície interna das cavidades e apenas fazem saliência nessas paredes.
Deve-se recordar que todos esses acidentes são recobertos por uma fina membrana, praticamente transparente, que é o endocárdio.
Por outro lado, deve-se ter presente que a parede do ventrículo esquerdo é sempre mais espessa que a do direito.
Vascularização: a irrigação do coração é assegurada pelas artérias coronárias e pelo seio coronário.
As artérias coronárias são duas, uma direita e outra esquerda. Elas têm este nome porque ambas percorrem o sulco coronário e são as duas originadas da artéria aortas.
Está artéria, logo depois da sua origem, dirige-se para o sulco coronário percorrendo-o da direita para a esquerda, até ir se anastomosar com o ramo circunflexo, que é o ramo terminal da artéria coronária esquerda que faz continuação desta circundado o sulco coronário.
A artéria coronária direita: da origem a duas artérias que vão irrigar a margem direita e a parte posterior do coração, são ela artéria marginal direita e artéria interventricular posterior.
A artéria coronária esquerda, de início, passa por um ramo por trás do tronco pulmonar para atingir o sulco coronário, evidenciando-se nas proximidades do ápice da aurícula esquerda.
Logo em seguida, emite um ramo interventricular anterior e um ramo circunflexo que da origem a artéria marginal esquerda.
Na face diafragmática as duas artéria se anastomosam formando um ramo circunflexo.
O sangue venoso é coletado por diversas veias que desembocam na veia magna do coração, que inicia ao nível do ápice do coração, sobe o sulco interventricular anterior e segue o sulco coronário da esquerda para a direita passando pela face diafragmática, para ir desembocar no átrio direito.
A porção terminal deste vaso, representada por seus últimos 3 cm forma uma dilatação que recebe o nome de seio coronário.
O seio coronário recebe ainda a veia média do coração, que percorre de baixo para cima o sulco interventricular posterior e a veia pequena do coração que margeia a borda direita do coração.
Há ainda veias mínimas, muito pequenas, as quais desembocam diretamente nas cavidades cardíacas.
 
Inervação:
A inervação do músculo cardíaco é de duas formas: extrínseca que provém de nervos situados fora do coração e outra intrínseca que constitui um sistema só encontrado no coração e que se localiza no seu interior.
A inervação extrínseca deriva do sistema nervoso autônomo, isto é, simpático e parassimpático.
Do simpático o coração recebe os nervos cardíacos simpáticos, sendo três cervicais e quatro ou cinco torácicos.
As fibras parassimpáticas que vão ter ao coração seguem pelo nervo vago, do qual derivam nervos cardíacos parassimpáticos, sendo dois cervicais e um torácico. Fisiologicamente o simpático acelera e o parassimpático retarda os batimentos cardíacos.
A inervação intrínseca ou sistema de condução do coração, não é constituída só por fibras nervosas, mas sim por um tecido diferenciado conhecido por tecido nodal.
 
Esse tecido nodal está distribuído por quatro formações:
                        1- Nó sinu-atrial: situa-se nas proximidades do óstio da veia cava superior.
                        2- Nó atrioventricular: situa-se abaixo do óstio da veia cava inferior.
                        3- Fascículo atrioventricular: origina-se do nó atrioventricular e se dirige para o septo interventricular, ao nível do qual se bifurca em dois ramos, um direito que desce pelo lado direito do septo interventricular, e outro esquerdo que perfura o septo, para descer pala sua face esquerda.
                        4- Plexo subendocárdio: os ramos direito e esquerdo do fascículo atrioventricular, fornecem inúmeros ramos colaterais e terminais, que constituem uma verdadeira rede situada logo abaixo do endocárdio, que é o plexo subendocárdio.

 


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


 

É constituído por tubos chamados de veias que tem como função conduzir o sangue dos capilares para o coração. As veias, também como as artérias, pertencem a grande e a pequena circulação. O circuito que termina no átrio esquerdo através das quatro veias pulmonares trazendo sangue arterial dos pulmões chama-se de pequena circulação ou circulação pulmonar. E o circuito que termina no átrio direito através das veias cavas e do seio coronário retornando com sangue venoso chama-se de grande circulação ou circulação sistêmica. Em relação à forma: é variável quanto mais cheia mais cilíndrica e quanto mais vazia mais achatada. Fortemente distendidas apresentam a forma nodosa devido à presença de válvulas. Quanto ao calibre pode ser grande, médio ou pequeno calibre. Tributárias ou afluentes: sua formação aumenta conforme está chegando mais perto do coração pela confluência das tributárias. O leito venoso é praticamente o dobro do leito arterial. Situação: São classificadas em superficiais e profundas e também podem receber a denominação de viscerais e parietais dependendo de onde estão drenando se é na víscera ou em suas paredes. Válvulas: são pregas membranosas da camada interna da veia que tem forma de bolso.
 
Algumas veias importantes do corpo humano: Veias da circulação pulmonar (ou pequena circulação): As veias que conduzem o sangue que retorna dos pulmões para o coração após sofrer a hematose (oxigenação), recebem o nome de veias pulmonares. São quatro veias pulmonares, duas para cada pulmão, uma direita superior e uma direita inferior, uma esquerda superior e uma esquerda inferior. As quatro veias pulmonares vão desembocar no átrio esquerdo. Estas veias são formadas pelos veias segmentares que recolhem sangue venosos dos segmentos pulmonares.


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

 

Veias da circulação sistêmica (ou da grande circulação): duas grandes veias desembocam no átrio direito trazendo sangue venoso para o coração são elas veia cava superior e veia cava inferior. Temos também o seio coronário que é um amplo conduto venoso formado pelas veias que estão trazendo sangue venoso que circulou no próprio coração.
Veia cava superior: origina-se dos dois troncos braquiocefálicos (ou veia braquiocefálica direita e esquerda).
Cada veia braquiocefálica é constituída pela junção da veia subclávia (que recebe sangue do membro superior) com a veia jugular interna (que recebe sangue da cabeça e pescoço).
A veia cava inferior é formada pelas duas veias ilíacas comuns que recolhem sangue da região pélvica e dos membros inferiores.
O seio coronário recebe sangue de três principais veias do coração: veia cardíaca magna, veia cardíaca média e veia cardíaca parva ou menor ou pequena.
Crânio: a rede venosa do interior do crânio é representada por um sistema de canais intercomunicantes denominados seios da dura-máter.
Seios da dura-máter:
São verdadeiros túneis escavados na membrana dura-máter, está é a membrana mais externa das meninges.
Estes canais são forrados por endotélio.
Os seios da dura-máter podem ser divididos em seis ímpares e sete pares.

 


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Seios ímpares: são três relacionados com a calvária craniana e três com a base do crânio.
Seios da calvária craniana:
1- seio sagital superior: situa-se na borda superior, e acompanha a foice do cérebro em toda sua extensão.
2- seio sagital inferior: ocupa dois terços posteriores da borda inferior da parte livre da foice do cérebro.
3- seio reto: situado na junção da foice do cérebro com a tenda do cerebelo.
Anteriormente recebe o seio sagital inferior e a veia magna do cérebro (que é formada pelas veias internas do cérebro) e posteriormente desemboca na confluência dos seios.
 
Seios da base do crânio:
1- seio intercavenoso anterior: liga transversalmente os dois seios cavernosos, situado na parte superior da sela túrsica, passando diante e por cima da hipófise.
2- seio intercavernoso posterior: paralelo ao anterior, este liga os dois seios cavernosos, passando por trás e acima da hipófise.
3- plexo basilar: é um plexo de canais venosos que se situa no clivo do occipital.
Este plexo desemboca nos seios, intercavernoso posterior e petrosos inferiores (direito e esquerdo).
Seios pares: são situados na base do crânio.
1- seio esfenoparietal: ocupa a borda posterior da asa menor do osso esfenóide.
2- seio cavernoso: disposto no sentido antero-posterior, ocupa cada lado da sela túrsica.
Recebe anteriormente a veia oftálmica, a veia média profunda do cérebro e o seio esfenoparietal, e posteriormente se continua com o seios petrosos superior e inferior.
3- seio petroso superior: estende-se do seio cavernoso até o seio transverso, situa-se na borda superior da parte petrosa do temporal.
4- seio petroso inferior: origina-se na extremidade posterior do seio cavernoso, recebe parte do plexo basilar, indo terminar no bulbo superior da veia jugular interna.
5- seio transverso: origina-se na confluência dos seios e percorre o sulco transverso do osso occipital, até a base petrosa do temporal, onde recebe o seio petroso superior e se continua com o seio sigmóide.
6- seio sigmóide: ocupa o sulco de mesmo nome, o qual faz um verdadeiro S na borda posterior da parte petrosa do temporal, indo terminar no bulbo superior da veia jugular interna, após atravessar o forame jugular.
A veia jugular interna faz continuação ao seio sigmóide, sendo que o seio petroso inferior atravessa o forame jugular para ir desembocar naquela veia.
7- seio occipital: origina-se perto do forame magno e localiza-se de cada lado do borda posterior da foice do cerebelo.
Posteriormente termina na confluência dos seios ao nível da protuberância occipital interna.
 
Face: Normalmente as veias tireóidea superior, lingual, facial e faríngica se anastomosam formando um tronco comum que vai desembocar na veia jugular interna. O plexo pterigoídeo recolhe o sangue do território vascularizado pela artéria maxilar, inclusive de todos os dente, mantendo anastomose com a veia facial e com o seio cavernoso. Os diversos ramos do plexo pteridoídeo se anastomosam com a veia temporal superficial, para constituir a veia retromandibular. Essa veia retromandibular que vai se unir com a veia auricular posterior para dar origem à veia jugular externa . A cavidade orbital é drenada pelas veias oftálmicas superior e inferior que vão desembocar no seio cavernoso.
A veia oftálmica superior mantém anastomose com o início da veia facial.
 
Pescoço: descendo pelo pescoço encontramos quatro pares de veias jugulares. Essas veias jugulares têm o nome de interna, externa, anterior e posterior. Veia jugular interna: vai se anastomosar com a veia subclávia para formar o tronco braquiocefálico venoso. Veia jugular externa: desemboca na veia subclávia. Veia jugular anterior: origina-se superficialmente ao nível da região supra-hioídea e desemboca na terminação da veia jugular externa. Veia jugular posterior: origina-se nas proximidades do occipital e desce posteriormente ao pescoço para ir desembocar no tronco braquiocefálico venoso. Está situada profundamente.
 
Tórax: encontramos duas exceções principais: A primeira se refere ao seio coronário que se abri diretamente no átrio direito.
A segunda disposição venosa diferente é o sistema de ázigos. As veias do sistema de ázigo recolhem a maior parte do sangue venoso das paredes do tórax e abdome. Do abdome o sangue venoso sobe pelas veias lombares ascendentes, e do tórax é recolhido principalmente por todas as veias intercostais posteriores. O sistema de ázigo forma um verdadeiro H por diante dos corpos vertebrais da porção torácica da coluna vertebral. O ramo vertical direito do H é chamado veia ázigos. O ramo vertical esquerdo é subdividido pelo ramo horizontal em dois segmentos, um superior e outro inferior. O segmento inferior do ramo vertical esquerdo é constituído pela veia hemiázigos, enquanto o segmento superior desse ramo recebe o nome de hemiázigo acessória. O ramo horizontal é anastomótico, ligando os dois segmentos do ramo esquerdo com o ramo vertical direito. Finalmente a veia ázigo vai desembocar na veia cava inferior.
 
Abdome: no abdome a um sistema venoso muito importante que recolhe sangue das vísceras abdominais para transportá-lo ao fígado. É o sistema da veia porta. A veia porta é formada pela anastomose da veia esplênica (recolhe sangue do baço) com a veia mesentérica superior.
A veia esplênica, antes de se anastomosar com a veia mesentérica superior, recebe a veia mesentérica inferior. Depois de constituída, a veia porta recebe ainda as veias gástrica esquerda e prepilórica. Ao chegar nas proximidades do hilo hepático, a veia portas se bifurca em dois ramos (direito e esquerdo), penetrando nessa víscera. No interior do fígado, os ramos da veia porta realizam uma verdadeira rede admirável.
Vão se ramificar em vênulas de calibre cada vez menor, até a capilarização. Em seguida os capilares vão constituindo novamente vênulas que se reúnem sucessivamente para formar as veias hepáticas as quais vão desembocar na veia cava inferior. A veia gonodal do lado direito vai desembocar em um ângulo agudo na veia cava inferior, enquanto a do lado esquerdo desemboca perpendicularmente na veia renal.
 
Membros: As veias que não acompanham as artérias nos membros são as que se situam na tela subcutânea, sendo então chamadas veias superficiais. As veias superficiais dos membros superiores: A veia cefálica tem origem na rede de vênulas existente na metade lateral da região da mão. Em seu percurso ascendente ela passa para a face anterior do antebraço, a qual percorre do lado radial, sobe pelo braço onde ocupa o sulco bicipital lateral e depois o sulco deltopeitoral e em seguida se aprofunda, perfurando a fáscia, para desembocar na veia axilar. A veia basílica origina-se da rede de vênulas existente na metade medial da região dorsal da mão. Ao atingir o antebraço passa para a face anterior, a qual sobe do lado ulnar. No braço percorre o sulco bicipital medial até o meio do segmento superior, quando se aprofunda e perfura a fáscia, para desembocar na veia braquial medial. A veia mediana do antebraço inicia-se com as vênulas da região palmar e sobe pela face anterior do antebraço, paralelamente e entre as veias cefálica e basílica. Nas proximidades da área flexora do antebraço, a veia mediana do antebraço se bifurca, dando a veia mediana cefálica que se dirige obliquamente para cima e lateralmente para se anastomosar com a veia cefálica, e a veia mediana basílica que dirige obliquamente para cima e medialmente para se anastomosar com a veia basílica.
As veias superficiais dos membros inferiores:
Veia safena magna: origina-se na rede de vênulas da região dorsal do pé, margeando a borda medial desta região, passa entre o maléolo medial e o tendão do músculo tibial anterior e sobe pela face medial da perna e da coxa.
Nas proximidades da raiz da coxa ela executa uma curva para se aprofundar e atravessa um orifício da fáscia lata chamado de hiato safeno.
A veia safena parva: origina-se na região de vênulas na margem lateral da região dorsal do pé, passa por trás do maléolo lateral e sobe pela linha mediana da face posterior da perna até as proximidades da prega de flexão do joelho, onde se aprofunda para ir desembocar em uma das veias poplíteas. A veia safena parva comunica-se com a veia safena magna por intermédio de vários ramos anastomósticos.