Por Francisco Menezes
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Articulação é a junção de dois ossos. Podem ser classificadas em:

 



 

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As articulações fibrosas incluem todas as articulações nas quais os ossos são mantidos por tecido conjuntivo fibroso também conhecido como ligamento sutural. Há dois tipos principais de articulações fibrosas:

 

Suturas e Sindesmoses.

Dependendo em parte do comprimento das fibras de tecido conjuntivo que mantém os ossos unidos.

 

Suturas
Nas suturas as extremidades dos ossos têm interdigitações ou sulcos, que os mantêm íntima e firmemente unidos. Conseqüentemente, as fibras de conexão são muito curtas preenchendo uma pequena fenda entre os ossos. Este tipo de articulação é encontrado somente entre os ossos planos do crânio. Na maturidade, as fibras da sutura começam a ser substituídas completamente, os de ambos os lados da sutura tornam-se firmemente unidos, fundidos. Esta condição é chamada de sinostose.

 

Termos morfológicos:

- Serrátil;

- Denticulada;

- Escamosa;

- Limbosa;

- Plana;

- Esquindilese.


Sindesmoses
Nestas suturas o tecido interposto é também o conjuntivo fibroso, mas não ocorre nos ossos do crânio. Na verdade, a Nomenclatura Anatômica só registra dois exemplos: sindesmose tíbio-fibular e sindesmose radio-ulnar.

 

Gonfoses
Também chamada de articulação em cavilha, é uma articulação fibrosa especializada restrita à fixação dos dentes nas cavidades alveolares na mandíbula e maxilas. O colágeno do periodonto une o cemento dentário com o osso alveolar.

 
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Nas articulações cartilaginosas os ossos são unidos por cartilagem pelo fato de pequenos movimentos serem possíveis nestas articulações, elas também são camadas anfiartroses.
 
Sincondroses
Os ossos de uma articulação do tipo sincondrose estão unidos por uma cartilagem hialina. Muitas sincondroses são articulações temporárias, com a cartilagem sendo substituída por osso com o passar do tempo ( isso ocorre em ossos longos e entre alguns ossos do crânio). As articulações entre as dez primeiras costelas e as cartilagens costais são sincondroses permanentes.
- Sincondroses cranianas:
- Esfeno-etmoidal;
- Esfeno-petrosa;
- Intra-occipital anterior;
- Intra-occipital posterior;
- Sincondroses pós-cranianas:
- Epifisiodiafisárias;
- Epifisiocorporal;
- Intra-epifisária;
- Múltipla;
- Esternais;
- Manúbrio-esternal;
- Xifoesternal;v
- Sacrais.

 

Sínfises
As superfícies articulares dos ossos unidos por sínfises estão cobertos por uma camada de cartilagem hialina. Entre os ossos da articulação há um disco fibrocartilaginoso é característica distintiva da sínfise. Esses discos por serem compressíveis permitem que a sínfise absorva impactos. A articulação entre os ossos púbicos e a articulação entre os corpos vertebrais são exemplos de sínfises. Durante o desenvolvimento as duas metades da mandíbula estão unidas por uma sínfise mediana, mas essa articulação torna-se completamente ossificada na idade adulta.
 
As sínfises:
- manúbrio-esternal;
- intervertebrais;
- sacrais;
- púbica;
- do mento

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Neste tipo de articulação, as faces articulares do ossos não estão em continuidade. Elas estão cobertas por uma cartilagem hialina especializada e o contato está restrito a esta cartilagem. O contato é facilitado por um líquido viscoso, o líquido sinovial. Essas articulações são revestidas por uma cápsula fibrosa.
 
Cápsula Articular
É uma membrana conjuntiva que envolve a juntura sinovial como um manguito. apresenta-se com duas camadas: a membrana fibrosa (externa) e a membrana sinovial (interna). A primeira é mais resistente e pode estar reforçada, em alguns pontos por feixes também fibrosos, que constituem os ligamentos capsulares, destinados a aumentar sua resistência. Em muitas junturas sinoviais, todavia, existem ligamentos independentes da cápsula articular denominados extra-capsulares ou acessórios e em algumas, como na do joelho, aparecem também ligamentos intra-articulares. Ligamentos e cápsula articular tem por finalidade manter a união entre os ossos, mas além disso, impedem o movimento em planos indesejáveis e limitam a amplitude dos movimentos considerados normais. A membrana sinovial é a mais interna das camadas da cápsula articular. É abundantemente vascularizada e inervada sendo encarregada da produção da sinóvia. Discute-se se a sinóvia é uma verdadeira secreção ou um ultra-filtrado do sangue, mas é certo que contem ácido hialuronico que lhe confere a viscosidade necessária a sua função lubrificadora.

 

Discos e meniscos
Em várias junturas sinoviais, interpostas as superfícies articulares, encontram-se formações fibrocartilagíneas, os discos e meniscos intra-articulares, de função discutida: serviriam a melhor adaptação das superfícies que se articulam( tornando-as congruentes ) ou seriam estruturas destinados a receber violentas pressões, agindo como amortecedores. Meniscos, com sua característica forma de meia lua, são encontrados na art. do joelho. Exemplo de disco intra-articular encontramos nas arts. esternoclavicular e ATM.

O movimento das articulações depende, essencialmente da forma das superfícies que entram em contato e dos meios de união que podem limita-lo. Na dependência destes fatores as articulações podem realizar movimentos de um, dois ou três eixos. Este é o critério adotado para classifica-las funcionalmente. Quando uma articulação realiza movimentos apenas em torno de um eixo, diz-se que é monoaxial ou que possui um só grau de liberdade; será biaxial a que os realiza em torno de dois eixos ( 2 graus de liberdade); e triaxial se eles forem realizados em torno de três eixos (3 graus de liberdade). Assim as articulações que só permitem a flexão e extensão, como a do cotovelo, são monoaxiais; aquelas que realizam extensão, flexão, adução e abdução, como a rádio-cárpica ( art. do punho), são biaxiais; finalmente as que além de flexão, extensão, abdução e adução, permitem também a rotação, são ditas triaxiais, cujos exemplos típicos são as articulações do ombro e do quadril.


 

 

Os discos intervertebrais
Localizam-se entre as faces adjacentes do áxis até o osso sacro. Ficam entre as cartilagens hialinas dos corpos das vértebras. Possuem um núcleo pulposo e um anel fibroso.
Articulações dos arcos vertebrais as articulações entre os processos articulares vertebrais, zigapófises, como são chamadas, são sinoviais e variam com a vértebra.
 
Articulações zigoapofisárias
Cápsulas Articulares - são finas e frouxas e inseridas nas facetas articulares das zigoapófises adjacentes.
Ligamentos amarelos - são ligamentos que unem as lâminas das vértebras adjacentes no canal vertebral.
Ligamento supraespinhal - Corda fibrosa resistente que une os ápices dos processos espinhosos a partir da 7ª vértebra cervical até o sacro.
Ligamento da nuca - septo intermuscular fibroelástico bilaminado, é homólogo ao ligamento supraespinhal.
Ligamentos interespinhais - finos e quase membranáceos, unem os processos espinhosos adjacentes.
Ligamentos intertransversários - entre os processos transversos, consistem, nos níveis cervicais, em poucas fibras irregulares, grandemente substituídos pelos músculos intertransversários. Na região torácica, eles são cordas intimamente misturadas com os músculos adjacentes, na região lombar, são finos e membranáceos.
 
Articulações lombossacrais
São as articulações entre a 5ª vértebra lombar e o osso sacro. Seus corpos são unidos por uma sínfise, incluindo um disco intervertebral.
Ligamento ileolombar – inserido na face ântero-inferior da Quinta vértebra lombar e irradia na pelve por meio de dois feixes: um inferior, o ligamento lombossacral que insere-se na face ântero-superior do sacro e um feixe superior, a inserção parcial do músculo quadrado do lombo, passando para a crista ilíaca anterior à articulação sacroilíaca, continua acima com a fáscia toracolombar.
 
Articulação sacrococcígea
Esta é uma sínfise entre o ápice do sacro e a base do cóccix, unidos por um disco fibrocartilagíneo.
Ligamento sacrococcígeo anterior - fibras irregulares que descem sobre as faces pélvicas tanto do sacro como do cóccix.
Ligamento sacrococcígeo posterior - superficial passa da parte posterior da Quinta vértebra sacral par o dorso do cóccix.
Ligamento sacrococcígeo lateral – liga um processo transverso do cóccix ao ângulo ínfero-lateral do osso sacro.
Ligamentos intercornais – unem os cornos do sacro e do cóccix.

 

Articulações atlanto-axiais
Compreende três articulações sinoviais. Duas dessas articulações compreende um par entre as faces articulares inferiores das massas laterais do atlas e as faces articulares superiores do áxis. A outra articulação é a atlanto-axial mediana que compreende a face articular do dente do áxis, a face articular do arco anterior do atlas e o ligamento transverso.

 

Articulações atlanto-occipitais
Articulações elipsóides correspondente as faces articulares das massas laterais do atlas e os côndilos do occipital.
As cápsulas fibrosas circundam os côndilos do occipital e as facetas articulares das massas laterais do atlas.
A membrana atlanto-occipital anterior larga e de fibras densamente entrelaçadas une a margem anterior do forame magno com a borda superior do arco anterior do atlas.
Ligamentos que unem o áxis ao occipital
A membrana tectórica é uma extensão do ligamento longitudinal posterior.
Ligamentos alares - Começam de cada lado do ápice do dente do áxis e inserem-se na parte medial rugosa dos côndilos do occipital.
Ligamento apical do dente - estende-se do ápice do dente do áxis até a margem posterior do forame magno, entre os ligamentos alares.
Ligamento apical do dente - estende-se do ápice do dente do áxis até a margem posterior do forame magno, entre os ligamentos alares.
Articulações costovertebrais
Articulações das cabeças das costelas – As costelas típicas articulam-se com as hemifacetas das vértebras numa articulação sinovial dupla do tipo plana. A 1ª a 10ª até 12ª articulam-se com uma faceta completa numa articulação sinovial simples.
Cápsulas fibrosas - unem as cabeças das costelas às faces articulares das vértebras.
Ligamentos radiados das cabeças das costelas - une as partes anteriores das cabeças das costelas aos corpos de duas vértebras e seus discos.
Ligamento intra-articular da cabeça da costela - é um feixe curto, achatado, inserido lateralmente na crista entre as facetas articulares e, medialmente no disco intervertebral, dividindo a articulação.
Articulações costotransversárias
Articulação entre a faceta articular do tubérculo da costela e o processo transverso da vértebra correspondente.
Cápsula fibrosa é fina e inserida nos perímetros articulares com um revestimento sinovial.
Ligamentos esternocostais radiados - feixes finos e radiados que se irradiam a partir da frente e atrás das extremidades esternais.
Ligamentos esternocostais intra-articulares - constante apenas na Segunda costela. Estende-se a partir da cartilagem da costela até a fibro cartilagem que une o manúbrio ao corpo do esterno.
Ligamentos costoxifóides - ligam as faces anterior e posterior da sétima costela às mesmas no processo xifóide.
Articulações intercondrais - articulações entre as cartilagens costais.
Articulações costocondrais - entre as costelas e as cartilagens costais.
Articulações esternais:
* Manúbrio-esternal - entre o manúbrio e o corpo do esterno, é geralmente uma sínfise.
* Xifoesternal - entre o processo xifóide e o corpo do esterno, é geralmente uma sínfise.

Articulação Temporo Mandibular

Essa articulação envolve o tubérculo articular do osso temporal, a fossa mandibular e o côndilo da mandíbula. A articulação individual é elipsóide e o par é considerado é bicondilar.
Cápsula Articular - está inserida anteriormente no tubérculo articular, posteriormente na fissura escamotimpânica, acima na fossa mandibular e abaixo no colo da mandíbula.
Disco articular - formado de material fibroso oval, divide a articulação em parte superior e inferior. Sua face superior é côncavo-convexa para se ajustar ao tubérculo e a fossa da mandíbula e sua face inferior é côncava para se ajustar ao côndilo da mandíbula.
Ligamento temporomandibular lateral - está inserido acima no tubérculo da raiz do zigoma e abaixo na face lateral e margem posterior da mandíbula.
Ligamento esfenomandibular - localiza-se medial à cápsula, está inserido acima na espinha do esfenóide e abaixo na lígula da mandíbula.
Ligamento estilomandibular - posterior à cápsula, insere-se acima no processo estilóide e abaixo na margem posterior do ângulo da mandíbula.

Esta é uma articulação esferóide multiaxial com três graus de liberdade. As faces articulares são a cabeça hemisférica do úmero (convexa) e a cavidade glenóide da escápula (côncava).
Você pode localizar as seguintes estruturas pertencentes à articulação do ombro na figura abaixo:
- A cápsula fibrosa
- Ligamento córaco-umeral
- Ligamento transverso do úmero
- Lábio glenoidal
- Ligamentos glenoumerais superior, médio, inferior
- Membrana sinovial


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.



 


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.



 


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Possui duas articulações: úmero-ulnar, entre a tróclea do úmero e a incisura troclear da ulna, úmero radial, entre o capítulo do úmero e a cabeça do rádio e rádio-ulnar proximal, entre a cabeça do rádio e a incisura radial da ulna.
Você pode localizar as seguintes estruturas pertencentes à articulação do ombro na figura abaixo:
- Cápsula articular
- Membrana sinovial
- Ligamento colateral da ulna
- Ligamento colateral do rádio
O rádio e a ulna são ligados por articulacões proximal, média, e distal, onde somente a média não é uma articulação sinovial.


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


 

A articulação radiocárpica é biaxial do tipo elipsóide, é formada pela articulação da extremidade distal do rádio e disco articular triangular com os ossos escafóide, semilunar e piramidal.
- A cápsula articular
- Ligamento radiocárpico palmar
- Ligamento ulnocárpico palmar
- Ligamento radiocárpico dorsal
- Ligamento colateral ulnar do carpo
- Ligamento colateral radial


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.



 


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.



 

Esta articulação é multiaxial e do tipo esferóide. A cabeça do fêmur articula-se com o acetábulo.
- Cápsula fibrosa
- Membrana sinovial
- Ligamento ileofemoral
- Ligamento pubofemoral
- Ligamento isquiofemoral
- Ligamento da cabeça do fêmur
- Ligamento transverso do acetábulo


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.



 


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.



 


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.



 

A maior das articulações humanas. É uma articulação sinovial composta, condilar dupla com a existência de meniscos articulares. Possui uma parte selar, referente a articulação com a patela.
- Cápsula fibrosa
- Membrana sinovial
- Ligamento da patela
- Ligamento poplíteo oblíquo
- Ligamento poplíteo arqueado
- Ligamento colateral fibular
- Ligamentos transverso anterior
- Ligamentos transverso posterior
- Ligamento menisco femoral
- Ligamento transverso do joelho


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.



 


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.



 


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

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