A Artrite Reumatóide (AR) acomete ambos os sexos,
mas é mais comum em mulheres entre 40 a 60 anos. Pode ocorrer a partir da
segunda infância como Artrite Reumatóide Juvenil (ARJ). O presente trabalho tem
por objetivo fazer uma revisão da literatura científica sobre Artrite Reumatóide
(AR).
Referenciou-se a
literatura científica que apóia a os unitermos componentes no título do mesmo
como base na consulta nos principais bancos de dados nacionais e internacionais
no intervalo de tempo entre 1/2001 a 1/2002. A AR pode ser de início abrupto
(10% dos casos), mas em geral apresenta um curso lento e insidioso. É comum o
surgimento gradual de poliartrite simétrica das articulações interfalangeanas
das mãos e dos pés, perda de peso e fadiga. O diagnóstico de AR requer um manejo
semiotécnico (semiologia) detalhado; anamnese e exame físico. As doenças
reumáticas são muito freqüentes como patologias crônicas. Entre as Manifestações
Articulares estão: as mãos, os punhos, os joelhos, os pés e tornozelos, o
pescoço, os cotovelos e ombros, os quadris e as articulações cricoaritenóides; e
as manifestações extra-articulares estão: as cutâneas, as cardíacas, as
pulmonares, as neurológicas e as oftalmológicas. A AR é uma doença crônica com
grande potencial incapacitante. Na maioria dos pacientes, então, procura-se
controlar a atividade da doença, aliviar a dor, manter o indivíduo capaz de
desempenhar as AVDs e AVPs.
Artrite Reumatóide
Abstract
The
Rheumatoid Arthritis (RA) may be present in both the sexes, but is more common
in women and between the ages of 40 and 60. It can occur in the second infancy
as Rheumatoid Arthritis Youthful (RAY). This project has as it objective to make
a review scientific literature of Rheumatoid Arthritis (RA).
It is
refers to the scientific literature that supports the keywords components in the
heading of the same one as a basis of the consultation of the main national and
international data bases in the interval of time between 1/2001 and 1/2002. RA
can be of an abrupt beginning (10% of the cases), but in general it presents a
slow and tedious course. It is common the gradual surging of symmetrical
polyarthritis of the interfalangeans joints of the hands and the feet, loss of
weight and fatigue. The RA diagnosis requires a deitaled semiology handling;
anamnesis and physical examination. The rheumatic illnesses are very frequent as
chronic pathologies. Between the joint manifestations there are: the hands,
fists, knees, feet and ankles, neck, elbows and shoulders, hips and
cricoaritenoides; and the extra-articular manifestations are: the cutaneous
ones, the cardiopathies, the pulmonary ones, neurological and the
ofphtalmologics. The RA is a chronic illness with great incapacitate potential.
In the majority of the patients, the objective of treatment is to control the
activity of the illness, to alleviate pain, and keep the individual capable to
play the daily life activities and professional actives.
Rheumatoid Arthritis.
Introdução
A Artrite Reumatóide
(AR) é uma doença auto-imune inflamatória crônica de etiologia desconhecida,
caracterizada por sinovite simétrica erosiva e, algumas vezes, comprometimento
sistêmico. Vários centros de pesquisa avaliam a possibilidade de uma etiologia
infecciosa para a doença (vírus Epstein-Barr, parvovírus B19 e vírus da
rubéola), mas ainda não existem evidências conclusivas.
As doenças
reumáticas são muito freqüentes e ocupam o segundo lugar dentre as patologias
crônicas, perdendo apenas para os distúrbios cardíacos, e são também uma das
causas principais de afastamento do trabalho. Acredita-se que de cada cem
pessoas em todo o mundo, 25 sofram de algum tipo de doença reumática. A
incidência delas é de quatro vezes mais nas mulheres do que nos homens.
Diagnóstico
A AR pode ser de início abrupto (10% dos casos),
mas em geral apresenta um curso lento e insidioso. É comum o surgimento gradual
de poliartrite simétrica das articulações interfalangeanas das mãos e dos pés,
perda de peso e fadiga. Tardiamente, podem ocorrer vasculites distais com
úlceras varicosas e fenômeno de Raynaud, linfadenopatias, oftalmopatias (episclerite
e conjuntivite), pleurite, pericardite, fibrose pulmonar intersticial difusa e
neuropatias compressivas (p.ex: síndrome do túnel do carpo) e periféricas.
A anemia é uma manifestação particularmente comum
da ARJ, associada à febre elevada e outros aspectos extra-articulares. Em geral
a anemia relaciona-se à gravidade da doença e responde à terapia parenteral com
ferro – a suplementação oral não apresenta bons resultados.
O diagnóstico de AR requer anamnese e exame
físico detalhados. Os exames laboratoriais têm importância secundária. Uma
história de artropatias múltiplas e simétricas, com preferência para pequenas
articulações, é o principal indício da doença. O quadro 1 delineia os critérios
diagnósticos para artrite reumatóide. Os quatro primeiros critérios devem ser
contínuos por seis ou mais semanas e deverão ser observados por um médico. O
diagnóstico de AR exige que quatro dos sete critérios acima sejam preenchidos.
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· Rigidez matinal
· Tumefação dos tecidos moles de três ou
mais articulações
· Tumefação dos tecidos moles das
articulações da mão (interfalangiana proximal, metacarpofalangiana ou
punho)
· Tumefação simétrica de tecidos moles
· Nódulos subcutâneos
· Fator reumatóide sérico
· Erosões e/ou osteopenia periarticular, nas
articulações da mão ou punho, observadas na radiografia.
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Quadro 1:
Critérios Diagnósticos
O quadro 2 oferece uma lista dos principais diagnósticos diferenciais nos casos suspeitos de Artrite reumatóide.
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· Artrite viral aguda (rubéola, hepatite B,
parvovírus)
· Endocardite bacteriana
· Febre reumática aguda
· Doença do soro
· Esclerose sistêmica (esclerodermia)
· Polimiosite
· Síndrome de vasculite
· Polimialgia reumática
· Gota poliarticular
· Amiloidose
· Artrite reativa (doença de Reiter)
· Artrite psoriásica
· Síndrome paraneoplásica
· Doença intestinal inflamatória (Crohn ou
RCUI)
· Retículo-histiocitose multicêntrica
· Doença de Whipple
· Lúpus eritematoso sistêmico
· Síndrome de Sjögren
· Osteoartrite erosiva |
Fator Reumatóide (FR)
Apesar de extremamente associados à artrite
reumatóide, os fatores reumatóides não são os causadores da doença. Sua produção
ocorre comumente em outras doenças ou distúrbios em que existe estimulação
antigênica crônica, como endocardite bacteriana, sífilis, tuberculose, calazar,
infecções virais, abuso de drogas endovenosas e cirrose. Indivíduos normais
podem produzir FR, especialmente com o envelhecimento.
Os FRs são auto-anticorpos para a porção Fc das
moléculas de IgG produzidos por linfócitos B no sangue e nos tecidos sinoviais,
estando presentes em cerca de 80% dos pacientes com AR. Esses casos são
denominados soropositivos. Altos títulos de FR sérico associam-se com doença
articular mais grave e manifestações extra-articulares. O FR detectado pelos
métodos habituais (fixação do látex, por exemplo) são IgM. Também existem FR IgA,
IgE e IgD.
Histopatologia e Patogenia
O elemento fundamental é a proliferação das
membranas sinoviais e o crescimento excessivo associado com erosão da cartilagem
articular e do osso subcondral. A destruição final de cartilagem, de osso, de
ligamentos e de tendões resulta de uma série de enzimas proteolíticas, de
metaloproteinases e de mediadores solúveis.
Dor e/ou rigidez
articular insidiosas, mal-estar, fadiga, febrícula, evoluindo com tumefação
articular, hipersensibilidade e manchas avermelhadas ou azuladas. O acometimento
poliarticular é simétrico. Pode ocorrer início agudo, com instalação dos
sintomas em até 24h, simulando miosite aguda, síndromes virais e até mesmo
artrite séptica ou induzida por cristais.
Manifestações
Articulares
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Mãos |
A tumefação das articulações
interfalangeanas proximais (IFP) "dedo fusiforme" é o sinal inicial mais
comum. A tumefação bilateral simétrica das articulações
metacarpofalangeanas é comum. As articulações interfalangeanas distais (IFD)
costumam ser poupadas (diferenciando a AR da osteoartrite e da artrite
psoriásica). Deformidade em pescoço de cisne: hiperextensão das IFP +
flexão das IFD. |
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Punhos |
Síndrome do túnel do carpo por
comprometimento do nervo mediano. Sintomas pioram a noite ou com flexão
constante do punho. Sinal de Tinel (dor e/ou parestesia no polegar, 2º e
3º dedos e lado radial do 4º dedo) e Sinal de Phalen (dor e/ou parestesia
na mesma região quando as mãos são colocadas em flexão forçada por
30-60"). |
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Joelhos |
Derrames sinoviais podem ser identificados
por compressão da patela ou observando-se um "sinal de abaulamento" ao
longo da face medial da patela. Os cistos poplíteos (de Baker) poderão
formar-se em virtude de um derrame ou da proliferação sinovial para dentro
da bursa semi-membranosa.
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Pés e
tornozelos |
Principalmente as articulações
metatarsofalangeanas. |
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Pescoço |
Dor e rigidez cervical. Pode ocorrer erosão
do osso e dos ligamentos da coluna cervical.
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Cotovelos e
Ombros |
Acometimento via de regra tardio. |
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Quadris |
Dor na virilha, na parte lateral das nádegas
ou na região lombossacra pode ser indicativa de acometimento do quadril. |
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Articulações Cricoarite- nóides |
A sinovite destas estruturas pode resultar
em disfagia, ronquidão ou dor na parte anterior do pescoço. |
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Cutâneas |
Nódulos subcutâneos periarticulares; eritema
palmar e fragilidade cutânea (com surgimento fácil de equimoses). A
vasculite (com infartos digitais) pode ser leve ou necrosante. |
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Cardíacas |
Pericardite é comum, mas raramente evidente.
A pericardite constritiva manifesta-se com dispnéia, insuficiência
cardíaca direita e edema periférico. |
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Pulmonares |
Em geral assintomáticas, com possibilidade
de derrame pleural, nódulos intrapulmonares (podem infectar-se ou
romper-se, produzindo um pneumotórax), e fibrose intersticial difusa com
pneumonite (que pode evoluir para bronquiectasia, tosse crônica e dispnéia
progressiva).
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Neurológicas |
Neuropatias periféricas (decorrentes de
compressão de nervos pela sinóvia em proliferação).
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Oftalmológicas |
Síndrome de Sjögren é a mais freqüente.
Outras: epiesclerite (hiperemia ocular e dor ligeira) e esclerite
(deterioração visual com dor importante). |
Como mencionado anteriormente, o diagnóstico é
eminentemente clínico e os dados laboratoriais realmente devem ser apenas
complementares. O quadro 3 demonstra algumas características laboratoriais dos
casos de AR.
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· Anemia normocrômica normocítica;
· Eosinofilia (na doença sistêmica grave);
· VHS elevada;
· FR: + em 80% dos casos;
· Anticorpos antinucleares: + em 30-40% dos
casos;
· Complemento sérico baixo.
· Líquido sinovial: sem características
purulentas. |
Quadro 3:
Características Laboratoriais
Esta síndrome, caracterizada pela tríade (1) AR
crônica, (2) Esplenomegalia e (3) Neutropenia (devido ao hiperesplenismo),
também pode cursar com linfadenopatia, hepatomegalia, febre, perda de peso,
adinamia, trombocitopenia, hiperpigmentação e úlceras nas pernas. Surge
tipicamente na fase de "resolução" da AR. As infecções recidivantes por agentes
Gram-positivos são a principal complicação. Pode haver indicação de
esplenectomia. A "grande síndrome linfocítica granular" (distúrbio pré-maligno
dos linfócitos T) é um diagnóstico diferencial importante.
Abordando o Paciente com Artrite Reumatóide
A avaliação inicial do paciente com AR deve
documentar as manifestações da doença subjetiva e objetivamente. O quadro 4
oferece um roteiro para este contato. Posteriormente, comparações do paciente
com tabelas feitas no início do tratamento podem ser utilizadas na avaliação da
progressão da doença e da resposta ao tratamento.
Subjetiva
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· Intensidade da artralgia
· Duração da rigidez
· Presença ou ausência de fadiga
· Limitação funcional |
Exame
Físico
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· Presença de artrite
· Instabilidades e/ou desalinhamentos
articulares
· Manifestações extra-articulares |
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Laboratório |
· Velocidade de Hemossedimentação (VHS)
· Proteína C-Reativa (PCR)
· Fator reumatóide
· Hemograma, creatinina, painel hepático,
EAS, análise do líquido sinovial e teste de guaiaco: realizados de acordo
com o caso |
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Radiologia |
· RX da(s) articulação(ões) comprometida(s) |
A anamnese detalhada com uma revisão completa de todos os sistemas, ao exame físico, são peças-chave na avaliação do paciente. A intensidade e a duração da rigidez matinal e sintomas constitucionais – como fadiga – devem ser cuidadosamente registradas. A avaliação do estado geral do paciente, o número de articulações acometidas, uma avaliação quantitativa da dor e testes funcionais são parâmetros úteis para o seguimento a longo prazo.
Os exames laboratoriais básicos devem incluir
hemograma, plaquetometria, perfil bioquímico, dosagem do FR e avaliação do VHS e
da PCR. Deve-se avaliar a função hepática e renal uma vez que vários agentes
anti-reumáticos são nefro- e/ou hepatotóxicos e podem ser contra-indicados na
vigência de lesões nestes órgãos. Mãos e/ou pés devem ser radiografados: o exame
físico isoladamente não é confiável para detectar danos estruturais.
A educação do paciente é fundamental para o sucesso do tratamento. A
agressividade e a duração do tratamento baseiam-se na avaliação do prognóstico.
Prognósticos desfavoráveis são relacionados à idade precoce do início da doença,
VHS aumentado e edema de mais de 20 articulações. Algumas manifestações
extra-articulares como nódulos reumatóides, síndrome de Sjogren, esclerite e
episclerite, pneumopatia intersticial, pericardiopatia, vasculite sistêmica e
síndrome de Felty indicam um prognóstico pior.
Objetivo do Tratamento
Não existe cura ou meios de prevenir a doença para
a AR. O diagnóstico precoce é peça-chave para o tratamento mais adequado, bem
como o uso preciso de agentes para reduzir a possibilidade de danos articulares
irreversíveis. Recomendam-se avaliações periódicas da atividade da doença,
toxicidade medicamentosa e efetividade do programa terapêutico, promovendo-se
modificações sempre que necessário.
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· Rigidez matinal
· Ausência de fadiga
· Ausência de dor articular (pela anamnese)
· Ausência de hipersensibilidade ou dor
articular pelo movimento
· Ausência de tumefação dos tecidos moles
nas articulações ou nas bainhas tendinosas |
Vários estudos mostraram que pacientes com AR
poliarticular ativa com FR positivo possuem mais de 70% de probabilidade de
desenvolver lesão articular nos dois primeiros anos da doença - muitos
pesquisadores afirmam que um tratamento agressivo precoce pode alterar esta
evolução.
Acompanhamento
Pacientes em remissão podem ser avaliados
semestralmente, mas aqueles com sinais de atividade devem ser consultados com
maior freqüência. Sintomas de artropatia inflamatória, rigidez matinal
prolongada, fadiga e sinovite ativa ao exame articular indicam doença em
atividade e a necessidade de avaliar mudanças do programa terapêutico. O exame
articular pode não refletir adequadamente a atividade da doença e o dano
estrutural. Por isso, recomenda-se avaliação periódica do VHS, PCR e estudos
radiográficos das articulações comprometidas.
A anamnese, o exame físico das articulações e a
avaliação funcional são as ferramentas básicas do acompanhamento do paciente nos
dois primeiros anos da doença.
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1. A cada visita: avaliar evidências
subjetivas e objetivas de doença ativa
· Grau de artralgia
· Severidade da fadiga
· Presença de artrite ao exame físico
· Limitações funcionais
2. Periodicamente: avaliar atividade ou
progressão da doença
· Evidência de progressão da doença ao exame
físico (perda da mobilidade), instabilidade, desalinhamentos e/(ou
deformidades).
· Aumento da velocidade de hemossedimentação
ou da proteína C-reativa.
· Progressão das lesões radiográficas nas
articulações acometidas
3. Outros parâmetros para avaliar a
resposta ao tratamento:
· Avaliação global da atividade da doença
pelo médico e pelo paciente
· Artralgias e edemas articulares
· Avaliação da dor
· Avaliação do estado funcional |
Pacientes com doença em progressão ou em atividade
devem ser avaliados por um reumatologista. Se a doença ativa está confinada a
uma ou poucas articulações, injeções locais de glicocorticóides podem ajudar.
Mudanças no regime medicamentoso devem ser consideradas nos pacientes
refratários, especialmente aumento na dose, troca ou adição do medicamento
anti-reumático modificador da doença (MARMD) ou glicocorticóides em uso. A
doença articular ativa pode ser agravada pela atividade física. O tratamento
cirúrgico está indicado nos casos com sintomas de origem mecânica.
Alguns casos de AR são absolutamente refratários
às abordagens tradicionais e podem se beneficiar de ciclosporina ou
glicocorticóides sistêmicos e analgésicos. Todo esforço deve ser feito no
sentido de evitar dependência de analgésicos narcóticos.
Pacientes com risco de osteoporose (antecedente de
alta prevalência familiar, inatividade e/ou uso de glicocorticóides) devem ser
submetidos regularmente a densitometria óssea e tratamento com cálcio
suplementar, vitamina D (400 unidades/dia), biofosfatos ou calcitonina. Deve-se
discutir a possibilidade de terapia de reposição hormonal com mulheres na
menopausa.
Conclusão
A artrite reumatóide é uma doença crônica com grande potencial incapacitante. Não pode ser curada ou evitada e, ainda que o objetivo do tratamento seja produzir uma remissão completa da doença, isto ocorre apenas em poucos casos.
Na maioria dos pacientes, então, procura-se controlar a atividade da doença, aliviar a dor, manter o indivíduo capaz de desempenhar suas atividades cotidianas, maximizar a qualidade de vida e retardar o ritmo de lesão articular através de intervenções farmacológicas, não-farmacológicas e cirúrgicas em alguns casos.
O acompanhamento freqüentemente é multidisciplinar e a participação de um reumatologista especializado é imprescindível.
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[1]
Acadêmico do curso de Biomedicina – Instituto de Ciências e Saúde - ICS -
Centro Universitário Feevale ; RS 239, 2755 - Campus II; Vila Nova - Novo
Hamburgo; Cx. P. 2121; CEP 93525-000; Rio Grande do Sul - Brasil.
*
Para determinar a remissão da doença, pelo menos cinco itens devem ser
preenchidos por um mínimo de dois meses consecutivos.