O número de casos relatados neste trabalho( 2), deve-se a raridade desta lesão. A região do colo do fêmur na criança possui um arcabouço bastante resistente, formado pelo pericôndrio e periósteo, sendo necessário uma força violenta para provocar a fratura.
A associação com TCE, Trauma Abdominal, Trauma de Tórax, múltiplas fraturas, pode justificar a necessidade de fixação na urgência.
A estabilização imediata da fratura favorece a mobilização precoce de um paciente grave.
O método de fixação externa pode ser realizado em 15 minutos com uso do intensificador de imagens e em 30 minutos com radiografias simples.
A drenagem do hematoma intrarticular para facilitar o retorno venoso e com isso não interromper a circulação venocapilar terminal pode ser realizada por artrocentese imediatamente no setor de urgência e repetir se necessário.
O posicionamento dos pinos pode ser paralelo ou cruzado, respeitando a placa de crescimento nas fraturas tipo III e IV, mas na do tipo II pode ser preciso atravessá-la para estabilização.
Dois pinos proximais e dois na diáfise permitem boa estabilização do seguimento. Os pinos são de pequeno diâmetro( 3,2 mm ) , são autoperfurantes e não provocam distração da fratura. Não é necessário utilização do fio guia, não necessita fresagem nem macheamento.
A redução é obtida com posicionamento em mesa ortopédica com leve tração, rotação interna e abdução suaves. A incisão é puntiforme de 0,5 cm, dispensado abordagem ampla com abertura capsular ideais para cirurgia eletiva.
O tempo de utilização do fixador é variável de 1 a 2 meses.
O resultado nos casos estudados foi satisfatório pois hove consolidação completa com ângulo cervicodiafisário de 135º , o paciente adaptou-se bem ao aparelho sem queixas, com curativos domiciliares nos pinos, e a alta hospitalar foi precoce em dois dias. A retirada do fixador foi com anestesia local e sedação. Houve cicatrização em uma semana.