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Dr. FLÔRES DIAS Núcleo de Reabilitação e Fisioterapia __________________________________________________________________________ Eletroterapia, Laserterapêutico e Re-educação Funcional Lesões do Esporte - Lesões do Trabalho - Controle da Dor - Fisioterapia e Reabilitação Geral
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Borges de Medeiros 293, Bairro Rio Branco- novo Hamburgo-RS (51) 30668930 |
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NÚCLEO FLÔRES DIAS É DESTAQUE EM REPORTAGEM
ESPECIAL NO JORNAL NH
Leia na íntegra a transcrição do caderno: Viver com Saúde |
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| Dr. Flores Dias na CAPA do Caderno Viver |
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Matéria Especial: Fisioterapia Intensiva
ANJOS DA GUARDA DE CHUTEIRAS
O volante Vinicius Souto,25 anos,mexe no celular enquanto recebe choques no joelho direito, emitidos pelo estimulador neuroelétrico transcutâneo. Em recente partida contra o Pelotas, pelo Campeonato Gaúcho, o jogador do Esporte Clube Novo Hamburgo dividia a bola quando sentiu uma fisgada no joelho direito. “Na hora vi que aconteceu alguma coisa, mas continuei jogando durante todo o primeiro tempo” ,conta. Ao deixar o gramado,não tardou para que Vinicius percebesse que a contusão poderia deixá-lo fora do próximo jogo. Se o atleta tivesse se machucado há três meses, seria submetido a sessões de gelo e doses de antinflamatório. “Esse procedimento, no entanto, pode mascarar uma contusão mais grave” ,observa o fisioterapeuta Pablo Dias, coordenador do serviço de fisioterapia do Esporte Clube Novo Hamburgo, implantado há 90 dias no clube.
O plantel reduzido e o frequente afastamento de atletas conduziram a direção do clube a contratar o serviço de fisioterapia desportiva. “Hoje em dia, são poucos os times que não disponibilizam esse atendimento. Não fosse pelo departamento de fisioterapia, estaríamos bem abaixo do rendimento” ,avalia o gerente de futebol do anilado hamburguense, Sílvio Larsen.
Além de acelerar a volta dos atletas às partidas, Dias explica que a fisioterapia desportiva também tem função preventiva.
“Acompanho os treinos 12 horas por semana. Nessa observação, é possível verificar os desgastes dos jogadores, conforme os movimentos que a posição em que atuam exigem” , explica. Ao menor sinal de lesão e mesmo desgaste muscular, o jogador é encaminhado à clínica. “É uma prevenção primária do grupo muscular que sofre o maior desgaste. Se ele já tem lesões crônicas, atuamos de maneira a evitar que se tornem críticas.”
Com o avanço tecnológico, o arsenal terapeutico utilizado na clínicapossibilita tratar desde desgastes musculares a lesões graves, que tempos atrás teriam como única alternativa de tratamento procedimentos cirúrgicos. O volante Erivelton Rafael de Lima,25,fazia pensamento positivo enquanto passava por uma dasa muitas sessões de laser terapêutico a que vem sendo submetido. Ao salvar um gol recente contra o Guarani de Venâncio Aires, sofreu uma ruptura no ligamento cruzado posterior. “Não foi possível visualizar no exame de ressonância magnética se era necessario operar. Decidimos, então, fazer um pré-operatório” , explica Dias.
Uma operação deixaria Erivelton afastado de seis a oito meses dos gramados. “Com as sessões de fisioterapia, será possivel atrasar a necessidade de uma cirugia e fazer o jogador voltar a campo dentro de três meses” , informa o fisioterapeuta.
Além do laser terapeutico e da estimulação neuroelétrica transcutânea, os atletas também têm à sua disposição técnicas de acupuntura para controlar a dor, também útil na combinação de terapias e introduçãodos exercícios terapeuticos; o ultrassom terapeutico microprocessado, auxiliar no processo de eliminação de substâncias inflamatórias, além de provocar a vaso dilatação, diminuição da dor e auxilio na reparação e também a massoterapia.
DAS ESTÉTICAS PARA OS CAMPOS
A corrente russa deixa as clínicas de estética para auxiliar nas recuperações de lesões desportivas. Dias apontaque o procedimento realiza um reforço extra ligamentar e é fundamental no pós-cirúrgico de articulações como de joelho, ajuda a manter a estabilidade articular e a massa muscularno membro imobilizado. “Acorrente russa permite um trabalho muscular efetivo em situações em que a carga muscular necessária para o atleta obter um recrutamento marcante de fibras musculares causaria dor e estresse na articulação em exercícios de fortalecimento” , acrescenta.
Com o acompanhamento do fisioterapeuta, mesmo o atleta em tratamento pode arriscar algumas atividades para não perder o condicionamento físico. “Essa é uma das maiores preocupações dos atletas e treinadores, porque quanto mais tempo os jogadores permanecem lesionados, mais tarde voltam a ter condições de entrar em campo”, observa o fisioterapeuta. Sabedor da condição do atleta, Dias prescreve ao preparador físico os exercícios que pode realizar. “É um trabalho multidisciplinar. Além de orientar o preparador físico, mantemos uma relação estreita com a direção do clube e principalmente com os jogadores, que precisam estar concientes da necessidade de levar a sério o tratamento”, assevera Dias.
Chegar atrasado as sessões de fisioterapia pode pesar no bolso. “Se a gente se atrasa, ocorre o mesmo que nos treinos; temos que dar dinheiro para a caixinha”, alerta o jogador Vinicius, que poderia ter ficado sete dias afastado, não fossem as três sessões diárias de estimulação neuroelétrica transcutânea. “Estou desde o ano passado no Novo Hamburgo. Posso dizer que com o acompanhamento da fisioterapia ficou muito melhor. Nós recuperamos mais rápido e não perdemos condicionamento físico.
Nossa integridade física é nossa ferramenta de trabalho, por isso temos que nos preocupar em estar o mais rápido possível de volta aos gramados”, declara Vinicius.
Com o tratamento intensivo que alia tecnologia a procedimentos terapeuticos específicos, o fisioterapeuta estima que seja possível reduzir em 10% a 50% o tempo de afastamento dos atletas. E em três meses de atuação, não há jogador que ainda não tenha passado pela fisioterapia. “Mesmo o técnico”, brinca Dias. De mais um serviço oneroso ao clube, a fisioterapia passou a ser um investimento.
“VEJO MINHA RECUPERAÇÃO COMO UM MILAGRE”
O dia 04 de abril ficará marcado para sempre na carreira do meio campo do Esporte Clube Novo Hamburgo Marcos Antônio Ribeiro,33 anos.Após ser substituídoem uma partida contra o Guarani de Venâncio Aires, em um acesso de raiva, o jogador deferiu um golpe com a mão direita contra uma vidraça do vestiário. O soco lhe rendeu ferimentos graves, que o levaram a passar por uma cirurgia para a reconstituição de tendões e nervos.
A expectativa inicial para a volta do atleta aos treinos era de 90 dias.
“Já estava em campo 28 dias depois do incidente”, festeja Marco Antonio,depois de passar por momentos de grande angústia por ter cometido tal erro.
O fisioterapeuta Pablo Dias acredita a rápida recuperação do jogador ao sucesso da operação e, em especial, à força de vontade, dedicação e profissionalismo que Marco mostrou. “O Pablo foi meu irmão.Fazia fisioterapia aos sábados, domingos e feriados. Minha recuperação foi encima disso, da minha vontade de voltar a campo.
Acredito em milagres, mas para fazer com que aconteça é preciso trabalhar”, define.
Marco Antonio segue fazendo as sessões de fisioterapia e utiliza em campo uma tala de polipropileno para proteger a lesão. “Mãos de pintor ele não voltará a ter.Pela gravidade do ferimento, pensávamos que ele ficaria com a mão em garra, mas isso não aconteceu”, avalia Dias.
O jogador ainda espera o dia em que passará a mão sobre a cabeça de seu filho e sentirá o calor de seus cabelos. “Ainda não recuperei a sensibilidade da palma da mão, mas não vou perder as esperanças. Já consigo dirigir, mas ainda não posso amarrar os cadarços. É só uma questão de tempo e trabalho”.
| SAIBA MAIS SOBRE MARCO | ||
ATENDIMENTO 24 HORAS
Profissão: Anjo da guarda de atletas 24 horas por dia. O fisioterapeuta Pablo Dias passa o dia em seu jaleco branco, às voltas com exames e equipamentos. Depois que encarou o desafio de atender o plantel do Esporte Clube Novo Hamburgo, passou até a entender mais da linguagem futebolística. “ A gente se obriga a entrar no universo deles. É muito divertido”, ilustra.
Otratamento que oferece aos atletas na clínica precisa continuar mesmo quando os jogos não são em casa. “Montamos um quarto clínico em um quarto do hotel. Levo os equipamentos que posso”, diz. Nos intervalos técnicos, o trabalho continua. “ Lanço mão de técnicas de analgesia para diminuir a dor daqueles que estão lesionados. “ Houve casos em que a criatividade precisou entrar em campo. “ Um jogador sofreu uma lesão e tive que improvisar uma tala com garrafa PET”, relata.
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