TUINÁ TERAPÊUTICO
Manipulações, referem-se a técnicas
manipulativas, com estrutura de movimento padronizada, com o prósito de
tratamento, feitas pelos terapeutas com suas mãos ou membros ou outras partes
do corpo, em áreas específicas do corpo do paciente.
Há, basicamente, três maneiras de atuar sobre o sistema energético durante a realização de uma sessão de massagem: a TONIFICAÇÃO, a SEDAÇÃO (ou dispersão) e a HARMONIZAÇÃO, que devem ser selecionadas de acordo com o diagnóstico do quadro energético no momento da massagem.
A TONIFICAÇÃO consiste, de uma maneira geral, em fazermos a massagem nos sentidos horários e centrípeto, a favor da direção do fluxo de energia do meridiano e após seu horário de predominância. O tempo de aplicação da massagem é mais breve , as pressões são intermitentes, leves, rítmicas e rápidas, superficiais; o aprofundamento do toque se faz de forma lenta e a retirada é rápida.
Empregamos o método de tonificação para tratar estados de deficiência energética (frio, flacidez, hipoestesia, hipotensão, suor frio, inchação, paralisia, hipotonicidade, torpor, inatividade).
A SEDAÇÃO OU DISPERSÃO, ao contrário da tonificação, baseia-se na realização da massagem nos sentidos anti-horário e centrífugo, no sentido oposto ao do fluxo energético do meridiano e antes do seu horário de predominância. O tempo de aplicação da massagem é mais prolongado; as pressões são contínuas, fortes, lentas, profundas; o aprofundamento do toque é realizado de forma rápida e a retirada é lenta.
O método de sedação ou dispersão deve ser empregado quando queremos tratar um estado de excesso da energia (dor, espasmo, quentura, contração, hipertensão, hipersecreção, inflamação, convulsão, hipertonicidade, hiperatividade).
Os toques variam de intensidade e duração conforme a nossa disponibilidade de tempo e o objetivo da massagem. A aplicação dos toques durante apenas alguns segundos nos pontos escolhidos é o suficiente para a manutenção da saúde e prevenção de doenças através da automassagem. No entanto, quando estamos tratando um determinado estado de alteração da saúde, devemos nos deter de um a cinco minutos em cada um dos pontos especificamente indicados para tal desequilíbrio.
A quantidade de vezes que fazemos a massagem também varia, podendo ser empregada diariamente em casos crônicos ou ser realizada várias vezes ao dia em casos agudos.
Para que a massagem tenha um efeito satisfatório, e fundamental que o toque tenha penetração no organismo e que desperte o Qi do local. Isso implica a tomada de consciência da existência do ponto em questão. Além disso, podemos perceber a chegada do Qi pelo próprio toque, por alterações da coloração da pele no local do ponto massageado e mesmo pela expressão e atitude d quem está recebendo a massagem.
A intenção do coração e da mente durante a aplicação da massagem, assim como a consciência do momento presente, exercem significante influência sobre o efeito do toque no corpo, potencializando os seus resultados. Por isso, a medicina chinesa recomenda uma série de treinamentos interiores com a finalidade de aprimorar o praticante da massagem no emprego da sua intenção voluntária.
A postura corporal do praticante da automassagem (ou do massagista e da pessoa massageada, quando for o caso) também é de grande importância par o bom resultado da massagem. O praticante deve posicionar-se de maneira que todo o seu corpo não só dê apoio à parte que exerce a técnica escolhida, mas também que a sua postura favoreça a conexão do seu corpo com o céu e a terra, que renovam constantemente a sua energia.
Além dessas considerações da medicina taoísta, devemos também ter em mente o efeito mecânico que o toque da massagem exerce sobre as estruturas anatômicas do corpo.
A pressão exercida sobre a superfície do corpo, por si, já provoca o esvaziamento sangüíneo dos tecidos, melhorando a remoção dos resíduos do metabolismo celular e promovendo a chegada do sangue renovado pela respiração e rico em nutrientes. Provoca, também, uma reação sobre o sistema nervoso, que consiste em um arco-reflexo cuja resposta é a vasodilatação, não apenas no local massageado mas também nos órgãos internos e tecidos inervados pelo mesmo segmento do sistema nervoso estimulado pela massagem. Assim, a massagem regula a função nervosa, promove a circulação sangüínea e fortalece a resistência do organismo.
No sistema locomotor em particular, seu principal local de atuação, a massagem pode ornar as articulações mais flexíveis e fortalecer os músculos, tendões, fáscias e ossos. Isso equilibra o tônus do sistema músculo-esquelético e influencia diretamente o funcionamento dos órgãos internos. Diz a medicina chinesa que, se todas as juntas do corpo estiverem flexíveis e ajustadas, o organismo todo estará em equilíbrio.
A massagem pode, então, de uma maneira generalizada, ser concebida como toda e qualquer movimentação do copo que facilite a regulação do fluxo fisiológico das diversas funções orgânicas.
Para quem está iniciando na arte da massagem, é prudente começar os toques do leve para o pesado, do lento para o rápido, do superficial para o profundo.
Lembre-se sempre de aquecer as mãos, esfregando uma contra a outra, para energizá-las antes de começar a massagem.
Sempre que possível, após a realização da massagem em um lado do corpo, repita o mesmo procedimento no lado oposto, para que a energia fique equilibrada.
Óleos, cremes, pomadas e ungüentos, de diversas fragrâncias e componentes, desde que sejam indicados para o uso sobre a pele, também podem ser empregados para potencializar o efeito terapêutico da massagem. A medicina chinesa possui diversas fórmulas com essa finalidade.
Finalmente, devemos dizer que o bom senso, a intuição, a criatividade e a presença, bem como um bom treinamento físico e mental, são qualidades que devem sempre acompanhar quem está atuando com massagem.
As principais manipulações aplicada no Tuiná para adultos são:
1. YIZHICHAN TUI (PRESSÃO COM UM DEDO)
Nesta manobra, o operador usa a superfície da polpa do polegar para fazer
pressão em um acupunto. O ombro do operador deve estar relaxado, o cotovelo
fletido e deixado cair, o punho pendente. A mão fica fechada, mas o polegar
fica estendido. A mão é movimentada, rapidamente, num, movimento de vai-e-vem,
contudo, a ponta do polegar fica imóvel, pressionando o ponto. Desta forma, a
primeira junta falangeana do polegar, é flexionada. A freqüência da
manipulação é de 120 a 160 vezes por minuto. A pressão exercida é aquela do
peso do braço e a força será transmitida de uma maneira ondulatória.
Esta técnica é aplicada à operação em canais, colaterais e pontos em todo o
corpo. Pode ser usada para tratar várias espécies de doenças comuns da
medicina interna, da área de ginecologia, traumatologia, órgãos dos cinco
sentidos, e na pediatria. A pressão com a Polpa do Polegar é chamada de LUOWEN
TUI e é mais satisfatória quando aplicada nas regiões abdominais e para tratar
as coenças do Sistema Digestivo e da área de ginegologia; a pressão com a
Ponta do Polegar é chamada de ZHONFENG TUI e é eficaz no tratamento de doenças
mistas na área da medicina interna, tais como dor de cabeça, vertigem ou
tontura, insônia, hipertensão e desordens devido à estagnação do Qi-do-Fígado,
síndrome de artralgia; a pressão rápida com a Ponta do Polegar, com menor
amplitude e ritmo mais rápido (200 a 240 vezes por minuto), é chamada de CHANF
e pode criar efeitos curativos sem iguais quando usada para tratar doenças
laringológicas, cabúnculo e furúnculo; a pressão com a Lateral do Polegar (Radius),
é chamada de PIANFENG TUI, e por causa de sua estimulação leve, é apropriada
para operar sobre a região craniofacial e as regiões em volta dos órgãos dos
cinco sentidos e geralmente usada para tratar miopia, rinorréia com descarga
turva, paralisia facial, nariz congestionado ou corrente, dor de cabeça,
zumbido (tinnitus), sensação de cabeça expandida, prosopalgia (neuragia
facial) e dor de dente.
2. NA (AGARRAMENTO)
A manipulação de agarramento é realizada levantando simétrica e vagarosamente
e apertando a parte sob terapia e, ao mesmo tempo, segurando e comprimindo,
amassando e beliscando-a com o polegar e o indicador do dedo médio ou com os
cinco dedos. Operar com o dedo polegar e com o dedo indicador e o dedo médio é
chamado de Manipulação de Agarrar com os Três Dedos; a manipulação com os
cinco dedos é chamada de Agarrar com os Cinco Dedos.
Estrutura da Operação: O operador ficará de pé e abaixa seu ombro com a junta
do mesmo levantada de 30 a 45 graus e projetada cerca de 30 graus, flexiona
seu cotovelo cerca de 90 a 110 graus, com a junta de seu punho ligeiramente
fletida, estende as juntas interfalangeanas de seu polegar e de outros dos a
quatro dedos , com as juntas metacarpofalangeanas flexionadas cerca de 110 a
120 graus. Depois, segura o tendão ou feixe de músculos da parte tratada,
levantando-os, enquanto - enrola-e-amassa-, e libera-os depois de estimulá-los
diversas vezes. A operação é realizada rapidamente. Durante a operação, cada
movimento deve ser coordenado e realizado ritmicamente. A parte levantada e
agarrada, é, principalmente, -os tecidos em corda-, como os tendões,
ligamentos e feixe de músculos das camadas profundas do corpo, de maneira que,
ao segurar a epiderme ou mesmo ao trabalhar sobre ela e beliscar a parte
tratada com as unhas dos dedos, devem ser evitados desconfortos causadores de
dor.
Aplicação Clínica: Esta manipulação é profunda e pesada, mas é de estimulação
leve. É aplicada, principalmente, ao tecidos moles dordiformes tais como:
músculos e tendões do pescoço, do ombro, das costas, da parte lateral do
abdômen, dos membros superiores e inferiores, etc. Tem os seguintes efeitos:
induzir à -ressuscitação- e restaurar a consciência, aliviar a síndrome de
superfície por meio da diaforese o -vento e o frio patogênicos-, relaxar os
músculos e tendões para ativar a circulação do sangue, aliviar o espasmo e
ador, etc. Na aplicação clínica, pode ser adotada a manipulação de agarrar com
uma mão ou -agarrar com ambas as mãos-, de acordo com a exigência das
situações. Na manipulação com ambas as mãos, o terapeuta faz a manobra de
agarrar e soltar a parte tratada alternativamente com ambas as mãos.
3. AN (COMPRESSÃO)
Compressão é a manipulação realizada pela pressão continuada da região
tratada, com a ponta do dedo, a palma da mão, a raiz da palma ou a ponta do
cotovelo, de leve e superficial para mais pesado e mais profundo. De acordo
com a parte do corpo utilizada para a manipulação, pode ser denominada da
seguinte forma: compressão com o polegar é chamada de MUZHU AN; compressão com
o dedo médio é chamada de ZHONGZHI AN; compressão com a palma é chamada de
ZHANG AN; compressão com a raiz da palma é chamada de ZHANGGEN AN.
Durante a operação, terapeuta deve respirar normalmente (nunca segurar a
respiração), e comprimir levemente para mais pesado até que seja alcançada
certa profundidade. Quando o paciente tiver experimentado sensação de
desconforto, dor, distensão, entorpecimento e irradiação, o terapeuta deve
deixar sua mão na área tratada por cerca de 5 a 10 segundos, levantando-a,
depois, vagarosamente. Se a manipulação exigir que se use grande força e seja
necessário trabalhar continuamente, por muitas vezes, deve ser adotada a
manipulação de amassamento superposto, isto é, o operador comprime a região
com os polegares ou as palmas das mãos, uns sobre os outros. Nesta
manipulação, o terapeuta comprime a área tratada com a pressão e a gravidade e
sua mão ou braço não precisam gerar força ativa, de maneira que o operador não
sofra desgaste, mas que a manipulação tenha um grande efeito.
A manipulação de pressionar com o dedo é aplicada a todos os pontos de canal e
pode atingir o efeito da acupuntura, -com o dedo em vez da agulha-; a
manipulação com a palma da mão é aplicada, principalmente, na região
abdominal; a manipulação com a raiz da palma e aplicada em regiões de músculos
grandes e espessos, tais como a região dorsolombar e nas nádegas; a compressão
com o cotovelo é usada quando se requer grande estimulação.
Esta forma de manipulação tem os efeitos de tranqüilizar a mente e minorar a
agitação, aliviar o espasmo e a dor, induzir à ressuscitação, relaxar os
músculos e tendões e ativar a circulação do sangue, aliviar a artralgia e
remover a obstrução do canal, fortalecer os tendões e os músculos. É usada
para tratar dor de cabeça, insônia, dor epigástrica, síndrome de artralgia, o
entorpecimento dos membros, dores e paralisia.
4. MÓ (FRICÇÃO COM A PALMA)
É a manipulação de friccionar ritmicamente, num movimento circular, com a
palma da mão ou com o lado palmar dos dedos. A manipulação com a palma é
chamada de ZHANG MÓ, enquanto que a manipulação com a superfície dos quatro
dedos (exceto o polegar), é chamada de ZHI MÓ.
A friccão é efetuada em círculos, na direção horária ou contra-horária. Sua
freqüência deve ser moderada, uniforme e firme, cerca de 100 a 200 vezes por
minuto.
Uma das mais comumente usadas no Tuiná, esta manipulação é, principalmente,
aplicada no peito, hipocôndrio, região epigástrica e abdômen. Tem o efeito de
aliviar o fígado deprimido e regular a circulação do Qi, aquecer o Jiao Médio
e regularizar o estômago, fortalecer o baço, ativar a digestão e remover o
alimento estagnado, regulando a peristalse intestinal, etc. É usada geralmente
para tratar como o frio, do tipo "insuficiência do Jiao Médio", repleção da
região epigástrica, borborigmo e dor no abdômen, sensação de opressão no tórax
e estagnação do fluxo do Qi, dor de distenção na região do hipocôndrio, lesão
do tórax e região do hipocôndrio, constipação, diarréia, frio, do tipo
insuficiência do -Jiao Inferior-.
Na operação clínica, de acordo com as diferentes intensidades, freqüências e
direções da manipulação, pode-se acrescentar o efeito fortalecedor e
eliminador. Por exemplo: "fricção lenta é usada para fortalecer e a rápida
para purgar"; nas operações sobre as regiões do abdômen inferior, a fricção na
direção horária, tem o efeito de remover o alimento estagnado nos intestinos e
aliviar a constipação pela purgação; na direção contra-horária, pode ter o
efeito terapêutico de aquecer o Jiao Médio, para sustar a diarréia e aquecer e
recuperar o Jiao Inferior.
5. ROU (MASSAGEM)
É uma manipulação realizada pelo massageamento com os dedos, vagarosa e
suavemente e em direção da e para a região tratada, com o fundo da palma, com
a proeminência maior da palma da mão ou com a ponta do cotovelo. Subdivide-se,
conforme a parte do corpo a ser massageada, em: massagem com o dedo médio,
chama-se ZHONG ROU; massagem com o polegar, MUZHI ROU; massagem com o tenar
maior, chama-se DAYUJI ROU; e a massagem com a base da palma, ZHANGGEN ROU.
O efeito da manipulação é leve, suave e vagaroso, mas, profundo e abrangente .
Pode criar um efeito aquecedor na camada profunda dos tecidos, pelo atrito
interno. Esta manipulação pode ser aplicada em todas as partes do corpo e e é
uma das manipulações mais comumente utilizada da massagem clínica. Entre as
manipulações de amassar, a manipulação com a proeminência maior da palma da
mão é aplicada, freqüentemente, às regiões cranio-faciais e e toracoabdominais
e na inchação ou partes doloridas dos membros, causadas por distensão e
contusão agudas; a manipulação de massagear com o fundo da palma e aplicada,
freqüentemente, na região dorso-lombar, na região glútea e nas regiões de
musculatura espessa dos membros; a manipulação de massagear com os dedos, pode
ser operada em todos os pontos de Canal através do corpo e nas regiões que
necessitam de estimulação digital; a manipulação de massagear com o cotovelo,
é apropriada para tratar a camada profunda dos tecidos, especialmente na área
lombar.
Efeitos desta manipulação: aliviar a opressão do peito e regular o Fluxo de Qi,
fortalecer o baço e regularizar o estômago, ativar a circulação do sangue para
remover a estase sangüinea, reduzir a inchação e aliviar a dor, expulsar o
vento e o frio patogênicos, ativar o Fluxo de Qi, pelo aquecimento do canal,
tranqüilizar a mente e aliviar a convulsão.
Indicações terapêuticas: é usada para tratar a dor de cabeça, a tontura, a
insônia, a paralisia facial, repleção e dor na região epigástrica, sensção de
opressão no tórax edor na região do hipocôndrio, constipação e diarréia, e
lesões dos tecidos dorso-lombares e das extremidades.
6. DIAN (COMPRESSÃO DIGITAL)
Esta manipulação é realizada, pressionando-se, fortemente, os tecidos da
camada profunda, com o polegar ou com a ponta do dedo médio ou com a parte
protusiva das juntas interfalangeanas proximais do dedo médio flexionado, do
dedo indicador e do polegar. De acordo com as diversas partes utilizadas,
subdivide-se em: pressão com a ponta do dedo médio, chama-se ZHONGZHI DIAN;
com a ponta do dedo indicador, chama-se MUZHI DIAN; com a junta
interfalangeana, chama-se Zhijie Dian.
Esta manipulação foi desenvolvida a partir da manipulação de pressão e sua
estrutura de operação é semelhante. A diferença é que esta, tem estimulação
forte, de maneira que deve ser dada atenção especiala ajudar e proteger o dedo
utilizado na operação. Na pressão com o dedo médio, o terapeuta deve flexionar
a junta metacarpofalangeana de seu dedo médio, estender em linha reta sua
junta falangeana, com o dedo indicador e polegar seguros e protegê-la na
frente e na parte de trás de sua junta interfalangeana distal, para reforçar
seu dedo médio de maneira a fortalecer sua firmeza e solidez na manipulação de
pressão digital vigorosa e evitar a distensão causada pelo cansaço e
amolecimento repentinos da junta. Na utilização do polegar, os dedos em volta,
devem ser utilizados para ajudar a proteger e fortalecer o polegar a fim de
assegurar o trabalho e tornar a manipulação forte. Na operação, o terapeuta
deve produzir força maior no braço, de maneira que não deve reter a respiração
para gerar força, em sintomas de casos tais como, sensação de opressão no
tórax, que podem ser causados com o passar do tempo. A força de pressão deve
mudar, gradualmente, de leve para pesada, e a intensidade e a profundidade
especificadas devem ser alcançadas a fim de produzir um efeito sensorial
intenso, ao paciente.
7. CA (ESFREGAMENTO)
É a manipulação de friccionar e "escovar" a parte tratada, de uma direção para
outra, ao longo de uma linha reta, com a face palmar, a proeminência tenar
menor ou maior. De acordo com as diferentes partes em operação, esta
manipulação pode ser dividida em três tipos: esfregar com a palma, é chamada
de ZHANG CA; com o tenar menor, XIAOYUIJI CA; com, o tenar maior, DAYUJI CA.
Na operação, o terapeuta fricciona e esfrega a parte sob terapia com os
movimentos coordenados de inclinação para a frente e extensão para trás da
junta do seu ombro, com extensão e flexão da junta de seu cotovelo. Esta
manipulação deve ser executada dentro de uma faixa ampla, e o terapeuta deve
tentar alongar a distância de empurrar-esfregar. Durante a operação, a parte
do corpo do terapeuta, que manipula, deve ser mantida próxima à pele da região
tratada e a força de esfregar deve ser uniforme e moderada.
Esta manipulação tem a força de massagear fortemente uma faixa ampla de
movimento, de maneira que tem o efeito evidente de aquecer e a função de
remover a obstrução. Pode ser aplicada em todas as partes do corpo. A
manipulação de esfregar com a palma é adequada para operação em regiões
amplas, como o tórax e as costas, a região abdominal, e pode criar um suave
efeito de aquecimento; a manipulação de esfregar com o tenar menor é aplicada,
principalmente, aos pontos BALIAO ( região sacrolombar), aos pontos JIAJI, e
ao músculo sacroespinhal; por causa de sua área pequena de efeito, pode ser
criado um alto efeito de calor concentrado; a manipulação de esfregar com o
tenar maior é aplicada, principalmente, aos membros, pela qual pode ser criado
um efeito de aquecimento moderado. A manipulação tem os efeitos seguintes:
aliviar o enchimento do tórax e regularizar a circulação do Qi, aquecer e
aliviar a dor, expulsar o vento e o frio patogênicos, aliviar a circulação do
sangue, aliviar a artralgia e remover a umidade.
Na operação, a parte afetada deve estar totalmente exposta. O terapeuta começa
massageando suave e vagarosamente, depois, um pouco mais rápido. Cada
tratamento estrá completo quando a parte sob terapia estiver aquecida. Não
deve ser realizado um número excesivo de vezes, e, o tempo, não deve ser muito
longo, em caso de a região tratada tornar-se tão quente que possa ocasionar
bolhas de queimadura. Para melhorar o efeito terapêutico e evitar que pele
seja danificada, deve-se usar um óleo apropriado para manipulação.
8. GUN (ROLAMENTO)
Com a proeminência do pequeno peixe e da parte ulnar do dorso da mão, como
superfícies aplicadoras de força, o terapeuta abaixa o seu ombro e deixa cair
seu cotovelo; com o braço semi-estendido e sua palma levantada e solta,
procede à flexão cíclica da junta do pulso: extensão- para rolar o dorso
dentro e para fora, girando o braço, oscilando com a junta do cotovelo e seu
antebraço acompanhando a extensão e a flexão (da junta do pulso), para rolar o
dorso arredondado da mão, num movimento de vai-e-vem, na região sob
manipulação. Esta manipulação é chamada de rolamento. É uma manipulação
difícil de ser aprendida, exigindo do terapeuta um longo período de
treinamento.
Esta manipulação foi desenvolvida na Universidade de Shandong, China, e é a
técnica mais aplicada nos hospitais afiliados a esta Universidade.
A manipulação funciona da seguinte maneira: o terapeuta abaixa seu ombro e
deixa cair seu cotovelo com a junta do punho estendida em linha reta e seu
antebraço numa posição mais ou menos ereta, colocando sua palma reta,
pressionando a poeminência tenar menor contra a parte tratada, com sua palma e
juntas falangeanas flexionadas naturalmente. Na verdade, a mão do operador não
rola, apenas flexiona-se na junta do punho, mas o efeito sentido pelo paciente
é de um rolo sendo acionado. A freqüência desta manipulação é de 120 a 160
vezes por minuto.
A manipulação de rolamento, que tem uma grande área de estimulação com efeito
forte, profundidade e abrangências evidentes, é uma das manipulações mais
comumente usadas na China. Pode ser realizada em todos os pontos do corpo,
exceto nas regiões craniofaciais, na parte cervical anterior (garganta) e na
região toracoabdominal e é especialmente apropriada para a região
dorso-lombar, na região lombar e das nádegas e nas regiões dos membros de
musculatura expessa. Tem os seguintes efeitos: deixa flexíveis os músculos e
os tendões e drena os canais, expele a umidade patogênica, ativa a circulação
para remover a estase sangüínea, alivia o espasmo e a dor, relaxa a aderência,
lubrica as juntas e é bom para tratar as doenças do sitema neuromotor.
9. ZHEN (VIBRAÇÃO)
A vibração é realizada usando-se o antebraço pra esticar-flexionar um grupo de
músculos, alternadamente, fazendo um movimento vibratório da ponta do dedo
médio ou da palma da mão. A vibração produzida é rápida e suave e se mantém
eficaz na região tratada. É também chamama de manipulação de
"vibrar-tremendo".
Com o braço semi-fletido, o terapeuta contrai os músculos do antebraço,
produzindo uma vibração vertical. Na operação, com os músculos flexionando e
estendendo-se, os grupos de músculos são contínua e alternadamente, contraídos
e relaxados, para fazer reverter, repidamente,os movimentos de flexionar e
esticar a mão, depois de cada curta vibração, de maneira que a vibração e o
estremecimento sejam produzidos. Sua freqüência é de cerca de 8 a 12 vezes por
segundo. Pode ser do tipo calmente ou do tipo ondulante.
Ao utilizar esta manipulação, o terapeuta deve concentrar sua atenção, regular
a respiração uniformemente, dirigir sua concentração do Qi para baixo, para o
ponto DANTIAN (abaixo do umbigo), e dirigir sua vontade, o fluxo de Qi, de
dentro de sua mão para o ponto LAOGONG (P8), ou para a ponta do dedo médio. A
força deve ser dirigida através de concentração, por sua vontade, produzir
força com o fluxo de Qi e a vibração com força. É proibida a vibração com a
retenção forte da respiração, porque, desta forma, ela não poderia permanecer
por um longo tempo, podendo destruir o Qi Vital, resultando em auto lesão.
Esta manipulação só pode ser executada habilidosamente depois de um longo
tempo de treinamento em QI GONG (CHI KUNG), técnica do treinamento da energia
Qi.
Esta manipulação pode ser aplicada a todos os acupontos do corpo,
especialmente na região craniofacial e na região toracoabdominal. Tem o efeito
de tranqüilizar e produzir ativação, melhorando a visão e a inteligência,
aquecendo o Jiao Médio e regulando o fluxo de Qi, ativar a digestão ao e
remover o alimento estagnado, regularizar a peristalse enterogástrica, etc.
Tem efeito evidente sobre a insônia, a amnésia, a ansiedade, o distúrbio
funcional do sistema neurovegetativo, a disfunção gastrointestinal e a tensão
do paciente.
10. CUO (COMPRESSÃO COM ROLAMENTO)
Esta manipulação usa os mesmos movimentos usados para se fazer um "rolinho de
massa", onde se comprime a massa entre as duas mão espalmadas e rola-se num
movimento de vai-e-vem.
É uma das manipulações complementares que são usadas na massagem. É usada como
terapia de finalização em massagens dos membros superiores, regiões costais,
ombros e membros inferiores. Tem a função de regular o Qi, o sangue e os
tecidos, relaxar os músculos e tendões e remover a obstrução dos canais.
11. MÔ (VARREDURA)
É uma manipulação de varredura suave da pele do paciente, com a superfície do
polegar para cima e para baixo ou para a direita e para a esquerda, sempre em
linha reta.
Na varredura com o polegar, deve-se colocar a mão no local a ser tratado e num
movimento de abrir e fechar o polegar, friccionar suavemente. Na varredura com
ambas as mãos, as mesmas devem operar em movimentos simultâneos, em uma mesma
direção ou em direções opostas, ao longo de uma linha reta. A freqüência deve
ser uniforme, cerca de 100 a 200 por minuto. A força deve ser moderada, a fim
de evitar uma operação estagnante e adstrigente; também não deve ser muito
leve, para evitar uma operação superficial. Para evitar a abrasão da pele,
pode ser usado o talco, como um elemento deslizante.
A varredura é principalmente aplicada à face, aos órgãos dos cinco sentidos e
à parte cervical. Tem a função de induzir à ressuscitação, tranqüilizar a
mente, restaurar a consciência, melhorar a visão, aliviar a dor, relaxar os
músculos e tendões e para ativar a circulação do sangue. É também curativa
para os sintomas de dor de cabeça, tontura, paralisia facial, prosopalgia,
miopia e endurecimento e dor na nuca.
12. TINA (APREENSÃO)
Nesta manipulação, os tendões ou os feixes de músculos do paciente são
segurados e levantados com o polegar e o indicador e o dedo médio ou com o
indicador e os outro quatro dedos.
Esta manipulação produz uma estimulação muito forte e tem o efeito de excitar
os nervos, ativar o Yang-Qi, remover a estagnação, expelir o vento e dispersar
o frio. Um evidente efeito curativo é observado quando esta manipulação é
utilizada para tratar o miofagismo, paralisia nervosa, artralgia recorrente,
devido ao vento-úmido e hemiparalisia.
13. ANROU (PRESSÃO E AMASSAMENTO)
esta manipulação é a combinação de pressionar e amassar com as pontas dos
dedos.
As manipulações AN e ROU são combinadas nesta massagem. A manipulação feita
com os dedos indicador, médio e anular, contrapondo-se com o polegar, é
chamada de SANZHI ANROU; aquela feita com os polegares, de ambas as mãos, um
em cima do outro, exercendo força juntos, é chamada de SHUANGZHI ANROU, e é
usada quando uma forte pressão do ponto é necessária. Normalmente, o polegar,
o dedo médio e o indicador são usados quando o Shuanzhi Anrou é praticado.
Deve-se combinar movimentos fortes mas suaves para produzir estímulos fortes,
mas confortáveis. Produz um efeito tranqüilizante da mente, removendo a
estase, dissolvendo nódulos de tensão, aliviando o espasmo e a dor. Anrou com
um dedo é aplicado na região craniofacial e na região dos membros; Anrou, com
três dedos, é aplicado para a região toracoabdominal; Anrou, com dois dedos
(os dois polegares), é aplicado na região lombar ou no quadril, onde existem
músculos fortes e espessos. Por fim, Anrou e aplicável para os canais e pontos
e pontos não fixos, por toda a parte do corpo.
14. BOYUN (AMASSAMENTO COM O ANTEBRAÇO)
Amassamento com o antebraço é esfregar ou amassar a parte tratada com a região
do antebraço, onde está localizada a "barriga" do terço superior do músculo
flexor ulnar.
Estrutura da operação:
1. Postura preparatória: normalmente, com o ombro relaxado, (não levantado),
estender naturalmente o braço, com o cotovelo dobrado mais ou menos 90 graus,
assentar a região do músculo flexor do corpo do paciente, com a palma da mão
virada para cima, com os dedos soltos e o pulso frouxo.
2. Desmpenho: com o antebraço assentado na parte do tratamento, girar o
antebraço em círculos, no sentido horário, com a junta do punho frouxa e a mão
pendente. A superfície de ação desta manipulação é maior do que as feitas com
o esfregamento com o dedo ou a palma e com muito maior pressão, também. Por
isso, esta manipulação é normalmente aplicada aos ombros, costas, quadriz,
coxas, região abdominal, mas, principalmente, na região lombosacra. São
obtidos os melhores efeitos curtivos quando usda para tratar deslocamento,
protusão de disco intervertebral lombar e ciática.
15. JI (PANCADINHAS)
A manipulação de pancadinhas é aquela onde a parte tratada recebe batidas
suaves e rítmicas com o dorso do punho fechado, a raiz da palma da mão, o
centro da palma, com a ponta dos dedos, com a proeminência tenar menor ou com
um bastão de ramos de amoreira.
Estrutura da operação:
1. BATER COM O PUNHO: o terapeuta fecha a mão, transformando-a num punho oco,
dobra o cotovelo e bate na parte a ser tratada, com o dorso do punho.
Esta manipulação é aplicada, principalmente, no ponto Dazhi (Du 14) e na
região sacrolombar.
2. BATER COM A PALMA: o terapeuta flexiona as pontas dos dedos naturalmente,
estende a junta do pulso e bate com a palma ou a raiz da palma da mão.
É usada, principalmente, na fontanela anterior do vértice e no ponto Baihu (Du
20), no topo da cabeça.
3.PANCADINHA COM O TENAR MENOR: é também chamada de batida de lado ou batida
cortada. O Terapeuta estica para a frente as juntas dos dedos, a palma da mão
e o punho, com o polegar em abdução natural; mantém os dedos combinados e o
antebraço e a palma da mão em uma posição neutra; dá pancadinhas rítmica e
alternadamente na região tratada, quer com uma mão ou com as duas, usando para
aplicar a força, a superfície ulnar da proeminência do tenar menor.
Esta manipulação é usada na região dorso lombar e nos membros.
5. BATIDA COM OS DEDOS: dá-se pancadinhas na região em tratamento, com a ponta
do dedo médio, ou com a ponta do polegar, do indicador e médio, ou com as
pontas dos cinco dedos unidos.
5. BATIDA COM BASTÃO DE AMOREIRA: é usada em regiões de grandes músculos, como
a panturrilha, por exemplo.
A técnica da pancadinha com as pontas dos dedos foi desenvolvida a partir do
movimento de batida do Wushu (Kung Fu), tradicional chinês, como no ponto
digital, no ponto de agarrar, no ponto de bater, no ponto de chutar. O
movimento é rápido e com força rápida e vigorosa, penetração forte e grande
estimulação; especialmente na batida digital pesada, a força da mesma pode,
instantaneamente, alcançar cerca de 60 a 70 kg, de maneira que seu efeito pode
ser transmitido velozmente par a camada profunda do tecido e é criada, desta
forma, intensa reação distal no organismo do paciente.
Esta técnica tem os seguinte efeitos: ativar a mente, aliviar a estagnação,
ativar o Yang-dos-rins, ativar as atividades funcionais do Qi e tratar
artralgia e aliviar a dor. É usada para tratar doenças como a neurose, a
insônia, a paraplegia traumática, a paralisia cerebral, a paralisia histérica,
seqüelas causadas pela poliomielite, neurite periférica, polirradiculite,
hemiparaplegia e prolapso de disco intervertebral.
16. PAI (PALMADINHAS)
É a manipulação executada com palmadinhas com o côncavo da palma da mão sobre
a superfície do corpo.
Para executar esta operação, os dedos da mão do operador devem estar juntos e
estendidos retos. As juntas metacarpofalangeanas são ligeiramente flexionadas
de maneira a formar um vazio côncavo da mão. A batida no corpo do paciente
deve ser feita com força elástica e habilidosa. O estímulo desta terapia pode
ser classificado em leve, intermediário e pesado.
É usada, principalmente, sobre o ombro e as costas, na porção sacrolombar e na
coxa. A batida pode ser usada na região toracoabdominal e na cabeça. Uma
batida forte e duradoura tem o efeito de sedação, analgesia, de ativar a
circulação do sangue e de remover a estagnação do sangue, espasmólise,
fortalecimento do corpo, etc.; a batida leve e breve tem o efeito
cefalocatárdico e neurotônico e os efeitos de ativar os nervos, regular as
funções do estômago e intestinos, mitigar a opressão do tórax, regular o fluxo
de Qi, etc. É usada, freqüentemente, para tratar a artralgia devido à
umidade-do-vento-patogênica, o trauma antigo e a lesão interna causada por
excesso de esforço, o trauma recente e estase sangüínea, o miofagismo, a
hipoestesia, a enteroparalisia, o enchimento e a dor no tórax, tontura e peso
na cabeça.
17. DOU (SACUDIMENTO)
No sacudimento o terapeuta segura a extremidade distas dos membros superiores
ou inferiores afetados e promove uma sacudida constante, de amplitude
estreita, de cima para baixo, de forma que o membro tratado vibre em toda a
sua extensão.
Estrutura do operação: o terapeuta fica numa posição um pouco curvada para a
frente. Seus braços devem ser estendidos para a frente e os cotovelos
flexionados de 130 a 160 graus. O terapauta segura, então, o punho do paciente
com as duas mãos, puxa o membro afetado numa posição reta, fixa-o numa posição
de 45 a 60 graus, enquanto sacode os braços; o paciente deverá estar sentado;
de um outra maneira, o paciente deverá estar deitado na maca. O terapeuta
segura o tornozelo do mesmo, levanta a perna num ângulo de 30 graus, em
relação à maca, e sacode a perna, para cima e para baixo, vagarosa e
constantemente, num amplitude estreita.
Esta operação é aplicada geralmente após uma fricção ou rolamento, como uma
manipulação de finalização, que tem a função de regularizar o Qi do sangue e
dos tecidos e de relaxar os músculos.
DOU, também chamada DOULA, é usada também para tratar de prolapso de disco
intervertebral lombar, com excelente efeitos curativos. Esta operação é
chamada de sacudir e puxar; as pernas do paciente devem ser seguradas
simultaneamente, levantadas e puxadas vigorosamente e sacudidas para
transmitir uma força vibratória para a região da cintura. Desta forma, o
espaço entre as vértebras lombares pode ser aumentado, para reduzir o núcleo
pulposo que se projeta para fora do disco (protusão discal), relaxar as
aderências entre a protusão e as raízes dos nervo, para anular ou liberar a
sua pressão sobre as mesmas. Numa operação, é necessário sacudir mais ou menos
3 ou 4 vezes.
18. YAO (ROTAÇÃO)
Na manipulação de rotação, o terapeuta segura as extremidade proximais e
distais da junta afetada, com ambas as mãos e move as juntas com uma
flexão-extensão para a frente e para trás, flexão lateral para a direita e
para a esquerda, ou rotação, dentro do limite de seu movimento fisiológico do
longo do eixo motor da articulação.
Estrutura da operação: com uma das mãos, o terapeuta segura a extremidade
proximal superior da junta do paciente a ser rotacionada, para fixá-la; segura
a extremidade distal inferior com a outra mão; gira, então, junta com força,
em direções diferentes e dentro de faixas diferentes, de acordo com as
estruturas do eixo de movimento da junta. A rotação dos ombros, cotovelos, dos
punhos, dos dedos das mãos e dos pés, são incluidas nesta manipulação.
No curso da manipulação, as duas mãos devem estar bem coordenadas; a força
deve ser suave e moderada; a rotação vai de estreita para ampla e nunca além
do limite do momivento das juntas.
A rotação é uma das manipulações de movimentação articular passiva que pode
ser aplicada às juntas de todo o corpo, tais como: vértebras cervicais,
vértebras lombares, juntas do ombro, do quadril, dos pés e dedos das mãos. Tem
a função de lubrificar as juntas, liberar as aderências, relaxar os músculos e
tendões, aliviar o espasmo, fortalecer e renovar a capacidade de movimento.
Também é aplicada para a espondilopatia, o prolapso do disco intervertebral
lombar, a hiperplasia vertebral lombar e sintomas de aderência articular,
endurecimento, flexão e extensão inadequadas, inchação e dor causadas por
inflamação ou entorse das extremidades.
19. BAN (PUXAMENTO)
Puxamento é uma manipulação realizada com ambas as mãos puxando com força,
duas extremidade articulares, em direções opostas.
Na aplicação, deve-se combinar as características da anatomia esportiva do
corpo humano e aplicar operações correspondentes às juntas afetadas, de
estruturas diversas, seguindo as teorias da biomecânica esportiva e fazendo
uso total do efeito mecânico da alavanca, de maneira a tornar a operação
razoável, poupadora de esforços, sem dor, e ser eficiente.
A seguir, teremos uma introdução às várias estruturas da manipulação de
PUXAMENTO:
1. Puxamento aplicado ao pescoço
a. Puxamento oblíquo das vértebras cervicais
O paciente está sentado ereto, com sua cabeça inclinada para frente, mais ou
menos 30 graus. Com uma mão apoiando e segurando o occipício do paciente e a
outra mão segurando a parte inferior do queixo, o terapeuta faz a cabeça ter
uma rotação lateral máxima de 45 graus, ou apenas o grau máximo que o pescoço
possa atingir, dependendo do seu estado patológico; depois, repete a operação
em direção oposta.
b. Puxamento oblíquo com localização da vértebra cervical.
O paciente está sentado ereto e com a cabeça inclinada para frente 3o graus. O
terepauta, de pé, atrás do paciente, apoia a parte inferior do queixo com a
fossa cubital de seu próprio cotovelo flexionado, e segura o occipício com a
palma da mão cruzada atrás da orelha oposta do paciente; com a ponta do
polegar da outra mão, pressiona a parte lateral do processo espinhoso da
vértebra cervical tratada; depois, vagarosa e vigorosamente, rotaciona a
cabeça do paciente ao grau máximo, na sua direção; depois, dá uma puxada
rotatória rápida, de faixa estreita.
2. Puxamento aplicado ao Tórax e às Costas
a. Puxamento de expansão-do-tórax
Esta manipulação é aplicada às juntas intercostais. O paciente senta-se ereto
e cruza os dedos das mãos trás dada nuca. O terapeuta fica de pé, atrás do
paciente, segura os cotovelos (que devem estar fletidos) do paciente e mantém
um dos joelhos contra o centro das costas do paciente. Pede ao paciente para
lançar-se e expandir o tórax, puxando seus dois cotovelos para trás. O
terapeuta puxa os dois cotovelos para trás, com as duas mãos, de uma maneira
rápida e leve; ao mesmo tempo, empurra seu joelho contra as costas do
paciente, terminando assim a operação.
b. Contra-redução das vértebras torácicas
Numa posição sentada, o paciente levanta os braços a um ângulo de 180 graus. O
terapeuta fica em pé, atrás do paciente, com uma mão segurando a extremidade
inferior, próximo à junta do cotovelo do membro superior e o polegar da outra
mão pressionando a coluna perto da parte de trás da nuca. O terapeuta pede
primeiro ao paciente para lançar seu tórax, depois puxa seus membros
superiores para trás com a primeira mão e pressiona-e-empurra para a frente o
processo espinhoso das vértebras cervicais afetadas para a sua redução.
3. Puxamento da cintura
3.1. Puxamento oblíquo das vértebras lombares
a. Com o paciente em posição lateral
O paciente está deitado em posição lateral, com a perna debaixo esticada, em
linha reta e a perna de cima está flexionada no quadril e no joelho. O membro
superior que está voltado para cima é colocado atrás do corpo e o membro
superior que está em baixo é colocado diante do corpo ou em baixo da cabeça. O
terapeuta sustenta a parte anterior do ombro do paciente com uma mão, os
quadrís ou a parte anterior superior da espinha com a outra mão. Ao operar, a
primeira mão empurra-e-puxa o ombro na direção das costas do paciente; a outra
mão rotaciona a pelvis (puxa com o antebraço) na direção de seu abdômen.
Depois de rotar as vértebras lombares a uma grau máximo, o terapeuta, com as
duas mãos opera um movimento de empurrão-e-arremesso rápidos, deslocando a
coluna em direções opostas, finalizando a operação.
b. Puxamento oblíquo de manejo longo com o paciente em posição supina (deitado
de costas)
O paciente está numa posição supina, com seu braço esquerdo levantado e a
perna esquerda flexionada no quadril, (num ângulo de 90 graus), e no joelho;
seu braço direito está colocado ao lado do corpo e a perna direita está
esticada em linha reta. O terapeuta, estando de pé ao lado direito, pressiona
o ombro esquerdo com sua mão esquerda e agarra o joelho esquerdo com sua mão
direita . Na operação, a mão esquerda do terapeuta pressiona o ombro esquerdo
do paciente contra a maca e a mão direita pressiona e puxa a perna esquerda do
paciente para a direita, fazendo a pelve rotacionar par a direita a um grau
máximo (neste momento, a coxa do paciente está paralela à superfície da maca).
Neste momento, a mão direita do terapeuta faz a perna do paciente ter um
empurrão-arremesso de pequena amplitude, rápido, para baixo.
c. Puxamento oblíquo das vértebras lombares com o paciente numa posição
sentada.
O paciente deve estar sentado, ereto, com as pernas ligeiramente afastadas. O
terepeuta, que fica de pé ao lado, prende uma das pernas do paciente com suas
próprias pernas, uma mão apoiando a parte posterior do ombro que está próximo
ao terapeuta, a outra mão entrando sob a região axilar do lado oposto, para
segurar a parte anterior do ombro; depois, as duas mãos fazem força
simultaneamente, em direções opostas, para fazer uma rotação da parte superior
do corpo, para o puxamento das vértebras lombares.
3.2. Puxamento da cintura com extensão para trás
a. Puxamento da vértebra lombar com um extensão para trás de duas pernas
O terapeuta segura com uma mão os dois joelhos do paciente que está numa
posição prona, e levanta-os para cima, vagarosamente e pressiona a parte
tratada da cintura, com a palma ou a raiz palmar da outra mão; (o paciente
fica flexionado inversamente). Quando as vértebras lombares afetadas estivem
estendidas para trás, a um grau máximo, com a primeira mão, o terapeuta opera
um rápido levantamento para cima, com força de pequena amplitude. Ao mesmo
tempo, com a outra mão, dá uma pressão vigorosa para baixo para uma
sobre-extensão das vértebras lombares.
b. Puxamento das vértebras lombares com uma extensão para trás de uma perna
O terapeuta fica em pé. à esquerda do paciente, que está numa posição prona,
segura o joelho direito do paciente com a sua mão direita e pressiona o
processo espinhoso afetado das vértebras lombares com a raiz palmar esquerda.
A mão direita do terapeuta, vagarosamente, levanta a perna direita do
paciente, e com a raiz palmar esquerda, pressiona fortemente a vértebra
afetada. Quando a vértebra estiver esticada para trás, a um grau máximo, a mão
direita opera um puxamento-levantamento rápido. Ao mesmo tempo, a mão esquerda
empurra-pressiona para baixo, rápida e vagarosamente, para obter uma
sobre-extensão ds vértebras lombares.
3.3. Puxamento das juntas do ombro
a. Puxamento do ombro num modo de Abdução
O terapeuta fica agachado ao lado afetado do paciente, que está sentado,
coloca o antebraço do paciente no seu ombro direito; pressiona a extremidade
superior ds juntas do ombro afetado com as duas mãos; levanta vagarosamente,
e, quando a junta afetada estiver gradualmente levantada a um grau máximo,
fica em pé, abruptamente, para causar um levantamento do ombro a 90 graus.
Enquanto isso, as duas mãos pressionam para baixo, com força, para fazer a
pressão atingir a junta sob tratamento e liberar a aderência articular para a
recuperação da sua função de movimento.
b. Puxamento do ombro com flexão par a frente e extensão para trás
O terapeuta segura a extremidade inferior ou o cotovelo do antebraço afetado
com uma mão e sustenta a parte posterior do ombro com a outra mão. Primeiro,
ele flexiona o membro afetado para a frente e estica-o para trás num grau
máximo. Neste momento, a primeira mão puxa repentinamente o ombro em
tratamento, na direção de flexão para a frente ou da extensão para trás.
Enqunto isso, a outra mão fixa este ombro e dá uma força oposta à primeira mão
para fortalecer a pressão que alcançou a junta do ombro, atingindo, assim, o
objetivo de puxamento do ombro.
c. Puxamento do ombro num modo de Adução
O paciente senta-se ereto e mantém as mão diante do tórax. O terapeuta, que
fica de pé junto às costas do paciente, apoia o ombro afetado com uma mão e
agarra o cotovelo do lado afetado com a outra mão. Quando o antebraço afetado
for puxado para dentro a um grau máximo, a outra mão opera um rápido
puxamento-tração na direção aduzida.
Além desta técnicas descritas, há puxamentos de algumas outras juntas tais
como: o cotovelo, o punho, o dedo, o quadril, o joelho, o tornozelo, o pé,etc.
O princípio da operação é aplicar forças em direções opostas às extremidade
inferiores e superiores de uma junta, de maneira que possa ter uma
sobre-extensão, flexão, adução, abdução e puxamento-rotação ao longo do seu
eixo de movimento, dentro do limite da função fisiológica.
Aplicação clínica: a manipulação de Puxamento é aplicada a todas as juntas de
movimento e anfiartroses, especialmente juntas do pescoço, vértebras lombares
e os quatro membros. tTem a função de reparar o distúrbio articular e a
semi-luxação, liberando aderências, lubrificando juntas, corrigindo
deformidades e renovando a capacidade de movimento articular.
Antes do puxamento clínico, outras manipulações são geralmente realizadas em
torna ds juntas afetadas. Esta manipulação é aplicada somente quando os
músculos espasmódicos estiverem relaxados e os ligamentos contraídos e tendões
amolecidos e a dor removida. Desta maneira, não somente a taxa de sucesso no
puxamento pode ser aumentada, pois o terapeuta poupa seus esforços, o paciente
tem menos dor e são evitadas lesões na aplicação desta manipulação.
20. BASHEN (TRAÇÃO E CONTRA-TRAÇÃO)
Tração e Contra-tração é uma operação de extensão-puxamento operada com força
em direções opostas na parte superior e inferior dos términos das juntas, com
a finalidade de aumentar os espaços entre as juntas das vértebras.
1. Tração e Contra-tração das vértebras cervicais
a. Em posição sentada
O paciente fica sentado, ereto. O terapeuta em pé atrás, sustenta o osso
sub-occipital do paciente com ambos os polegares, segura a parte inferior da
mandíbula com sua raiz palmar e pressiona os dois ombros do paciente com seus
antebraços. As duas mãos puxam a cabeça do paciente para cima, enquanto seus
dois antebraços pressionam os ombros do paraciente com força, para baixo.
b. Em posição sentada mais baixa.
O paciente fica sentado numa banqueta baixa, de mais ou menos 35 cm de altura.
O terapeuta fica meio agachado ao lago do paciente, segura o queixo do mesmo
com a fossa do cúbito de seu cotovelo esquerdo flexionado, segura a cabeça do
paciente bem junto aos seus braços e segura o occipício do paciente com a
palma de sua mão direita. O terapeuta endireita a parte superior do seu corpo
e, com ambas as mãos, segura bem apertada a cabeça do paciente, com a
finalidade de causar um relaxamento geral; depois fica em pé e levanta a parte
superior do corpo do paciente até que os glúteos do mesmo deixem o assento da
banqueta. Desta forma, as vértebras cervicais ficam tracionadas com a ajuda do
peso do corpo do paciente.
c. Em posição supina
O paciente fica deitado na maca, em posição supina (de costas), sem
travesseiro, com a cabeça bem longe da cabeceira. O terapeuta senta-se à
cabeceira, numa banqueta, pressiona seus joelhos e pés contra as pernas da
maca par mantê-la firme. Com a parte superior do corpo inclinada para a
frente, coloca a mão esquerda em baixo do occipício do paciente e a mão
direita segurando o queixo, ambas segurando d cabeça do paciente firmemente,.
Então, puxa o paciente em sua direção, fazendo-o deslizar na maca. A tração
das vértebras cervicais é realizada com o peso do corpo paciente, Esta
operação, também chamada de tração cervical horizontal, pode ser relizada
diversas vezes durante o tratamento.
2. Tração e Contra-tração das vértebras lombares
a. Em posição prona (de barriga para baixo)
O paciente está deitado em posição prona. O terapeuta pede ao mesmo que segure
firmemente a borda da cabeceira da maca. O terapeuta segura firmemente os
tornozelos do paciente, pede ao mesmo par ficar inteiramente relaxado e
tossir. Nesse momento, o terapeuta puxa, vagarosa mas firmemente os pés do
paciente em sua direção, fazendo uma contra-tração das vértebras lombares.
b. Em posição de extensão para trás
Esta também é chamada de manipulação das costas. O terapeuta e o paciente
ficam de costas um para o outro; o terapeuta estende os dois braços pra tráz,
cruza seus braços (engancha) com os do paciente, põe seus quadris contra as
vértebras lombares do paciente. Pede-se para o paciente tossir, aproveitanto
esta oportunidade, o terapeuta dobra sua cintura, flexiona os joelhos e
arca-se para a frente, puxando o paciente do chã; depois, opera uma flexão
rítmica dos joelhos e uma retirada dos quadris. Neste momento, os quadris são
usados para vibrar e sacudir a cintura do paciente, fazendo com as vértebras
lombares do mesmo sejam puxadas, numa posição de esticamento para trás.
3. Tração e Contra-tração das juntas do ombro
O terapeuta segura a extremidade inferior do antebraço do paciente que está
sentado e pede ao seu assistente para fixar o corpo do paciente. Depois eles
forçam vagarosamente em direções opostas, para tracionar e contra-tracionar as
juntas do ombro do paciente.
Há também a tração e contra-tração de algumas outras juntas tais como: do
cotovelo, do punho, dos dedos, do osso da bacia, do joelho, do tornozelo, do
dedo do pé, dos dedos da mão, etc.
Aplicação clínica: esta manipulação tem a função de restaurar e tratar os
tecidos moles lesionados, reduzir as juntas deslocadas, aumentar o espaço
entre as juntas, acabar com a compressão do nervo e soltar aderências. Pode
ser usado para tratar sintomas de espondilopatia cervical, prolapso de disco
intervertebral lombar, má posição, torsiversão de ligamento de tendão,
constrição da cápsula da junta e distúrbio e semi-luxacão das juntas.