Trabalho automatizado, onde o trabalhador não tem controle sobre suas atividades (caixa, digitador, entre outros);
Obrigatoriedade de manter o ritmo acelerado de trabalho para garantir a produção;
Trabalho fragmentado, onde cada um exerce uma única tarefa de forma repetitiva;
Trabalho rigidamente hierarquizado, sob pressão permanente das chefias
Número inadequado de funcionários;
Jornadas prolongadas de trabalho, com freqüente realização de horas extras;
Ausência de pausas durante a jornada de trabalho;
Trabalho realizado em ambientes frios , ruidosos e mal ventilados;
Mobiliário inadequado (cadeiras, mesas etc.), que obriga a adoção de posturas incorretas do corpo durante a jornada de trabalho;
Equipamento com defeito;
Acidente de trabalho: a
vítima pode ser você!
Conceito de Ergonomia
É o estudo científico de adaptação dos instrumentos, condições e ambiente
de trabalho ás capacidades psicofisiológicas, antropométricas e biomecânicas do
homem.
A ERGONOMIA é uma ciência multídisciplinar com a base formada por várias outras ciências. A Antropometria e a Biomecânica fornecem as informações sobre as dimensões e os movimentos do corpo humano. A Anatomia e a Fisiologia Aplicada fornecem os dados sobre a estrutura e o funcionamento do corpo humano. A Psicologia, os parâmetros do comportamento humano. A Medicina do Trabalho, os dados de condições de trabalho que podem ser prejudiciais ao organismo humano. Da mesma forma, a Higiene industrial, a Física, a Estatística e outras ciências fornecem informações a serem utilizadas pela ERGONOMIA, de forma a possibilitar o conhecimento e o estudo completo do sistema homem-máquina-ambiente de trabalho, visando a uma melhor adequação do trabalho ao homem.
Adaptação dos instrumentos, condições e ambiente de trabalho às capacidades psicofisiológicas antropométricas e biomecânicas do homem, de forma a:
Biossegurança
A biossegurança é uma ciência que surgiu para controlar e diminuir os riscos quando se praticam diferentes tecnologias, tanto aquelas desenvolvidas em laboratórios , ambulatórios como as que envolvem o meio ambiente.
Em vários países do mundo, a biossegurança é regulada por um conjunto de leis que ditam e orientam como devem ser conduzidas as pesquisas tecnológicas
Biossegurança no Brasil está formatada legalmente para os processos envolvendo
organismos geneticamente modificados, de acordo com a Lei de Biossegurança - N.
8974 de 05 de Janeiro de 1995.
O foco de atenção dessa Lei são os riscos relativos as técnicas de manipulação
de organismos geneticamente modificados. O órgão regulador dessa Lei é a
Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), integrada por profissionais
de diversos ministérios e indústrias biotecnológicas. Exemplo típico de
discussão legal da biossegurança são os alimentos transgênicos, produtos da
engenharia genética.
Por outro lado, a palavra biossegurança, também aparece em ambientes onde a
moderna biotecnologia não está presente, como, indústrias, hospitais,
laboratórios de saúde pública, laboratórios de análises clínicas, hemocentros,
universidades, etc., no sentido da prevenção dos riscos gerados pelos agentes
químicos, físicos e ergonômicos, envolvidos em processos onde o risco biológico
se faz presente ou não. Esta é a vertente da biossegurança, que na realidade,
confunde-se com a engenharia de segurança, a medicina do trabalho, a saúde do
trabalhador, a higiene industrial, a engenharia clínica e a infecção hospitalar
(Costa & Costa, 2002; Costa, 1999; 1998)
HIGIENE DO TRABALHO
HIGIENE DO TRABALHO - A Higiene do Trabalho refere-se a um conjunto de normas e procedimentos que visa a protecção e a integridade física e mental do trabalhador, preservando-a dos riscos de saúde inerentes ás tarefas do cargo e ao ambiente físico onde são executados. Dentro deste espirito, e não afastando a colaboração entre a área de higiene e segurança e a de saúde ocupacional (medicina do trabalho), no local de trabalho, são garantidas pelos técnicos de higiene, segurança as seguintes actividades:
|
|
Auditorias de higiene e segurança, realizando levantamentos das situações de risco inerentes à actividade e as respectivas medidas de prevenção relativas aos locais de trabalho / instalações, equipamentos e processos de trabalho. |
|
|
Elaboração de planos de prevenção e protecção. |
|
|
Recolha, organização e tratamento estatístico de elementos relativos à segurança e saúde na empresa. |
|
|
Coordenação e avaliação de alterações e recomendações sobre o controlo de riscos e observância de normas e medidas de prevenção no local de trabalho. |
O desenvolvimento tecnológico da humanidade, além de trazer enormes benefícios e
conforto para o homem do século XX, tem exposto o trabalhador a diversos agentes
potencialmente nocivos e que, sob certas condições, poderão provocar doenças ou
desajustes no organismo das pessoas que desenvolvem suas atividades normais em
variados locais de trabalho.
A Higiene do Trabalho, estruturada como uma ciência prevencionista, vem sendo aperfeiçoada dia a dia e tem como objetivo fundamental atuar no ambiente de trabalho, a fim de detectar o tipo de agente prejudicial, quantificar sua intensidade ou concentração e tomar as medidas de controle necessárias para resguardar a saúde e o conforto dos trabalhadores durante toda sua vida de trabalho.
A Associação Norte-Americana de Higienistas Industriais define deste modo esta ciência:
A Higiene Industrial é uma ciência e uma arte, que tem por objetivo. o reconhecimento, avaliação e o controle daqueles fatores ambientais ou tensões, originadas nos locais de trabalho, que podem provocar doenças, prejuízos à saúde ou bem-estar, desconforto significativo e ineficiência nos trabalhadores ou entre as pessoas da comunidade.
Da definição de Higiene e seus objetivos, fica claramente estabelecido que seus princípios e metodologia de atuação são aplicáveis a qualquer forma de atividade humana, em que possam estar presentes diversos fatores causadores de doenças profissionais. Por esses motivos vamos dar uma denominação mais ampla à esta ciência, falando de "Higiene do Trabalho", sendo esta denominação a utilizada no Brasil.
CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS AMBIENTAIS
A maioria dos processos pelos quais o homem modifica os materiais extraídos da natureza, para transforma-los em produtos segundo as necessidades tecnológicas atuais, capazes de dispensar no ambiente dos locais de trabalho substâncias que, ao entrarem em contato com o organismo dos trabalhadores, podem acarretar moléstias ou danos a sua saúde.
Assim, também estes processos poderão originar condições físicas de intensidade inadequada para o organismo humano, sendo que ambos os tipos de riscos (físicos e químicos) são geralmente de caracter acumulativo e chegam, as vezes, a produzir graves danos aos trabalhadores.
Para facilitar o estudo dos riscos ambientais, podemos classifica-los em três grupos:
a) riscos
químicos;
b) riscos físicos ;
c) riscos biológicos
Por sua vez, cada um destes grupos subdivide-se de acordo com as conseqüências fisiológicas que podem provocar, quer em função das características físico-químicas dos agentes, quer segundo sua ação sobre o organismo, etc.
a) Riscos químicos
As substancias ou produtos químicos que podem contaminar um ambiente de trabalho classificam-se, segundo as suas características físico-químicas, em:
1 -
Aerodispersoides;
2 - gases e vapores.
Ambos comportam-se de maneira diferente, tanto no que diz respeito ao período de permanência no ar, quanto às possibilidades de ingresso no organismo.
Por sua vez, ao Aerodispersoides podem ser sólidos ou líquidos, atendendo ao seguinte esquema geral de classificação: sólidos em pós e fumos e os líquidos em névoas e neblinas.
Os Aerodispersoides sólidos e líquidos são classificados em relação ao tamanho da partícula e a sua forma de origem.
São poeiras e névoas os Aerodispersoides originados por ruptura mecânica de so1idos e líquidos, respectivamente; e são fumos e neblinas aqueles formados por condensação ou oxidação de vapores, provenientes respectivamente, de substancias solidas ou líquidos a temperatura e pressão normais (25o C e 1 atmosfera de pressão).
b) Riscos físicos
Ordinariamente, os riscos físicos representam um intercâmbio brusco de energia entre o organismo e o ambiente, em quantidade superior àquela que o organismo é capaz de suportar, podendo acarretar uma doença profissional.
Entre os
mais importantes podemos citar:
temperaturas extremas:
calor;
frio;
ruído;
vibrações;
pressões anormais;
radiações ionizantes
radiações não ionizantes.
c) Riscos biológicos
Neste
ultimo grupo estão classificados os riscos que representam os
organismos vivos, tais como:
vírus;
bactérias;
fungos;
parasitas.
De tudo quanto se tem exposto. podemos concluir que a presença de agentes agressivos nos locais de trabalho representa um risco, mas isto não quer dizer que os trabalhadores expostos venham a contrair alguma doença.
Para que
isto aconteça, devem concorrer vários fatores, que são:
Tempo de exposição
Quanto
maior o tempo de exposição, maiores serão as possibilidades de se produzir uma
doença do trabalho.
Concentração ou intensidade dos agentes ambientais
Quanto
maior a concentração ou intensidade dos agentes agressivos presentes no ambiente
de trabalho, tanto maior a possibilidade de danos à saúde dos trabalhadores
exposto:
Características dos agentes ambientais
As características específicas de cada agente também contribuem para a definição de seu potencial de agressividade.
O estudo do ambiente de trabalho, visando estabelecer relação entre esse ambiente e possíveis danos à saúde dos trabalhadores que devem efetuar seus serviços normais nesses locais, constituí o que chamamos de um levantamento de condições ambientais de trabalho.
O
levantamento pode dividir-se em duas partes:
estudo qualitativo;
estudo quantitativo.
O estudo qualitativo das condições de trabalho visa coletar o maior numero possível de informações e dados necessários, a fim de fixar as diretrizes a serem seguidas no levantamento quantitativo.
O estudo quantitativo completará o reconhecimento preliminar dos ambientes de trabalho, através de medições adequadas que nos dirão no final quais são as possibilidades de os trabalhadores serem afetados pelos diferentes agentes agressivos presentes nos locais de trabalho,
1 - Levantamento qualitativo
Normas gerais de procedimento
Deve-se iniciar o reconhecimento qualitativo do ambiente de trabalho com um estudo minucioso de uma planta atualizada do local, assim como de um fluxograma dos processos a fim de estabelecer a forma correta de proceder o levantamento: saber o que fazer e como fazer nos diferentes locais de trabalho.
O estudo
qualitativo deve dar informação detalhada de aspectos como:
numero de trabalhadores;
horários de trabalho;
matérias-primas usadas, incluindo nome comercial e nome científico das substancias;
maquinarias e processos;
tipos de energia usada para transformação de materiais;
produtos semí-elaborados;
produtos acabados;
substancias complementares usadas nos processos;
existência
ou não de equipamentos de controle, tais como: ventilação local, estado em que
se encontram os equipamentos, etc.;
tipo de iluminação e estado das luminárias;
presença de poeiras, fumos, névoas e ponto de origem da dispersão;
uso de EPI por parte dos trabalhadores.
Essas informações devem ser acrescidas de comentários escrito, que permitem esclarecer a situação real do ambiente de trabalho.
A empresa deve assessorar-se de um elemento técnico que esteja familiarizado com os processos industriais, métodos de trabalho e demais atividades que são efetuadas normalmente no local, a fim de obter dados fidedignos e esclarecer as duvidas que possam surgir durante o levantamento.
Para maior facilidade na coleta da informação podem ser utilizadas fichas padronizadas, que tenham condições de reunir as informações mais importantes e necessárias.
Não existe um modelo único para fichas desse tipo, já que seu formato e tamanho, bem como os itens constantes das mesmas podem variar em função do tipo de empresa e dos objetivos e finalidades do levantamento. Portanto, o engenheiro de segurança deve elaborar seu próprio material auxiliar cuidando para que tais formulários sejam simples e completos, a fim de que representem um poderoso instrumento que venha a facilitar o levantamento e nunca interferir negativamente em sua qualidade.
2 - Levantamento quantitativo
Uma vez realizado o levantamento qualitativo, já reunimos as condições necessárias para traçar os rumos a serem seguidos no levantamento quantitativo. Este por sua vez, deve ser minucioso e completo, para que represente as condições reais em que se encontra o ambiente de trabalho.
Deve-se, portanto verificar a intensidade ou concentração dos agentes físicos e químicos existentes no local analisado. Dessa forma, são colhidos subsídios para definir as medidas de controle necessárias.
Uma vez adotadas as medidas de controle que alteram as condições de exposição inicialmente avaliadas, será necessário um novo levantamento quantitativo, para se verificar a eficácia das medidas implantadas.
Periodicamente, deverão ser rea1izada novas quantificações, a fim de detectar possíveis alterações, que exijam a adoção de novas medidas de controle ou a adequação das já existentes.
Os critérios de avaliação e controle de cada agente serão estudados dentro dos itens específicos.
3 - Suscetibilidade individual
A complexidade do organismo humano implica em que a resposta do organismo a um determinado agente pode variar de indivíduo para indivíduo, Portanto, a suscetibilidade individual é um fator importante a ser considerado.
Todos estes fatores devem ser estudados quando se apresenta um risco potencial de doença do trabalho e, na medida em que este seja claramente estabelecido, podendo planejar a implementação de medidas de controle, que levarão à eliminação ou à minimização do risco em estudo.
O tempo
real de exposição será determinado considerando-se a análise da tarefa
desenvolvida pelo trabalhador. Essa análise deve incluir estudos, tais como:
tipo de serviço;
movimento do trabalhador ao efetuar o seu serviço;
período de trabalho e descanso, considerando todas as suas possíveis variações durante a jornada de trabalho
A concentração dos poluentes químicos ou a intensidade dos agentes físicos devem ser avaliadas, mediante amostragem nos locais de trabalho, de naneira tal que essas amostragens sejam o mais representativas possível da exposição real do trabalhador a esses agentes agressivos. Este estudo deve considerar também as características físico-químicas dos contaminantes e as características próprias que distinguem o tipo de risco físico.
Junto a este estudo ambiental terá de ser feito o estudo médico do trabalhador exposto, a fim de determinar possíveis alterações no seu organismo, provocadas pelos agentes agressivos, que permitirão a instalação de danos mais importantes, se a exposição continuar.
Podemos concluir, então. que a Higiene do Trabalho é uma ciência multidisciplinar, que tem por objetivo fundamental a preservação da saúde do trabalhador, o patrimônio mais importante.
Nos itens que se seguem faremos um estudo mais aprofundado dos riscos ambientais, assim como das técnicas empregadas pela Higiene do Trabalho necessárias para atingir o seu objetivo.
Citaremos, também, as Normas Regu1amentadoras relacionadas aos quesitos legais, que garantem a todo trabalhador brasileiro o direito de preservar a sua saúde no trabalho.
MANUAL DE BIOSSEGURANÇA 2000
6. AGENTES QUÍMICOS
Os agentes químicos não apresentam todos a mesma capacidade para a destruição dos microrganismos de interesse médico, que incluem bactérias na forma vegetativa, vírus lipofílicos e hidrofílicos, fungos, Mycobacterium tuberculosis e esporos bacterianos. Conforme a gama de microrganismos que podem ser destruidos pelos agentes químicos, o processo é designado:
Esterilização química - é um processo de longa duração (de 8 a 18 horas) no
qual se consegue a destruição de todas as formas de vida através do uso de
agentes químicos designados como esterilizantes.
Desinfecção de alto nível - é um processo de curta duração (30 minutos), no
qual se consegue a destruição de todas as formas de vida, exceto esporos,
utilizando agente químico esterilizante.
Desinfecção de nível intermediário - é o processo no qual se consegue a
destruição da maioria dos microrganismos, inclusive o bacilo da tuberculose,
mas não todos os vírus, nem os esporos. O agente é designado desinfetante
hospitalar tuberculocida.
Desinfecção de nível baixo - é o processo de destruição de poucos microrganismos.
6.1 - ESCOLHA DO AGENTE QUÍMICO
O agente químico deve ser escolhido conforme:
a finalidade de uso;
o atendimento aos critérios do agente ideal;
o certificado do Ministério da Saúde.
Rótulos e instruções
Os rótulos e instruções de uso deverão estar assim apresentados e conter as seguintes informações:
em língua portuguesa;
nomes e endereços do fabricante e do fornecedor;
nome, sigla do Conselho Profissional e número de registro do Responsável Técnico pelo produto fabricado ou distribuído no Brasil;
prazo de validade do produto;
número de registro do produto na SVS/MS, que é composto de 11 dígitos.
O agente químico ideal deve:
exibir amplo espectro de ação;
agir rapidamente sobre todos os microrganismos;
ser indiferente a agentes químicos e físicos;
ser atóxico e inodoro;
apresentar compatibilidade com as superfícies;
ter efeito residual;
ser fácil de usar e econômico.
Eficiência
Para que se consiga o melhor desempenho de um agente químico, é necessário respeitar:
concentração de uso;
tempo de ação;
validade do produto.
Aplicações
Descontaminação, desinfecção e esterilização de artigos.
Desinfecção de superfícies.
Desinfecção de moldes e próteses.
Desinfecção de reservatórios e dutos.
Desinfecção de roupas.
Cuidados
Em função da toxicidade dos agentes químicos, que é tanto maior quanto mais eficiente ele for, sua manipulação deve ser feita utilizando o EPI (equipamento de proteção individual) adequado.
Seu armazenamento deve ser feito em local arejado, fresco e ao abrigo da luz.
6.2 - ESTERILIZANTES QUÍMICOS
Entre os agentes químicos esterilizantes estão os aldeídos (glutaraldeído e formaldeído) e o óxido de etileno. Este último não está disponível nesta Faculdade.
GLUTARALDEÍDO
É um dialdeído, que pode se apresentar pronto para o uso. Em pH ácido, necessita ativação pelo bicarbonato de sódio, para exibir atividade esterilizante. O glutaraldeído ativado sofre polimerização em pH alcalino, inativando-se após 14 dias, quando seu pH for 8,5, ou após 28 dias, em pH 7,5.
Classificação
Esterilizante (8 a 10 horas) Desinfetante de alto nível (30 minutos)
Indicações
Esterilização de artigos críticos e semi-críticos termo-sensíveis; desinfecção de alto nível e descontaminação.
Vantagens
Penetra no sangue, pus e restos orgânicos.
Não ataca material de borracha ou plástico.
Pode ser corrosivo.
Desvantagens
Apresenta toxicidade cutânea, celular e inalatória. Libera vapores tóxicos, razão para se evitar o processamento de materiais em salas mal ventiladas, em recipientes sem tampa ou com vazamentos. Aconselha-se o uso de máscaras com camada de carvão ativado para diminuir o efeito tóxico, quando em manipulação freqüente.
É alergênico.
Não pode ser utilizado em superfícies.
Sua atividade corrosiva aumenta com a diluição.
Seu tempo de reutilização varia com a biocarga.
Pode ser retido por materiais porosos, daí exigir enxagüe rigoroso, para evitar seus resíduos tóxicos.
Obs.: Apesar do formaldeído ser também um agente esterilizante, seus vapores irritantes, odor desagradável e comprovado potencial carcinogênico, não o recomendam, devendo, portanto, ser evitado.
6.3 - ETAPAS DA ESTERILIZAÇÃO QUÍMICA
Preparar o material deixando-o limpo e seco.
Utilizar a solução de glutaraldeído em recipientes de plástico ou vidro, sempre tampados. Quando utilizar caixa metálica, proteger o fundo com compressa, evitando o contato com os artigos, a fim de evitar corrosão eletrolítica.
Imergir totalmente os artigos na solução, deixando-os abertos, se articulados.
Controlar o tempo de exposição.
Enxaguar os artigos com água ou solução fisiológica estéreis, respeitando a técnica asséptica. Enxugar com panos esterilizados.
Utilizar o material de imediato.
6.4 - DESVANTAGENS DA ESTERILIZAÇÃO QUÍMICA
O material não pode permanecer estéril, uma vez que é esterilizado não embalado.
Não existe teste biológico para comprovar a esterilidade.
6.5 - DESINFETANTES DE NÍVEL INTERMEDIÁRIO
Os desinfetantes de nível intermediário utilizados na Faculdade de Odontologia de Bauru são o hipoclorito de sódio a 1%, os fenóis sintéticos e o álcool 77% (v/v) ou 70% (p/v).
HIPOCLORITO DE SÓDIO A 1% ESTABILIZADO COM CLORETO DE SÓDIO
Indicações
Desinfecção de instrumentos semi-críticos, superfícies, moldes, roupas e água.
Vantagens
Rápida ação antimicrobiana.
Amplo espectro.
Econômico.
Efetivo em soluções diluídas.
Desvantagens
Esporicida, apenas em altas concentrações (5,25%).
Não pode ser reutilizado.
Deve ser preparado diariamente.
Atividade diminuída pela presença de matéria orgânica. A perda de cloro devido a matéria orgânica pode ser significante, quando são empregadas mínimas quantidades de cloro. Maiores níveis de cloro, porém, tendem a produzir reserva de segurança para exercer a ação bactericida desejada.
Odor desagradável persistente.
Irritante para a pele e olhos.
Corrói metais e estraga tecidos.
Ataca plásticos e borrachas.
Diluições do hipoclorito de sódio
1% - 10.000 ppm
0,5% - 5.000 ppm (partes iguais da solução a 1% e água)
0,05% - 500 ppm (1 parte da solução a 1% + 19 partes de água)
Aplicações das diluições
Superfícies fixas - 0,5 a 1%
Artigos - 0,5 a 1%
Moldes e Próteses - 0,5 a 1%
Água do sistema "flush" - 0,05%
Cuidados com a solução
Para a desinfecção utilizar apenas recipientes de plástico ou vidro.
A solução deve ser preparada diariamente.
Armazenagem em ambiente fresco, ao abrigo da luz, em embalagens escuras e bem vedadas.
Obs.-O Ministério da Saúde contra-indica o uso da água sanitária para a desinfecção de materiais, pois sua concentração NÃO atende às diversas exigências de formulação para os desinfetantes hospitalares (SSSP/1993).
FENÓIS SINTÉTICOS
Indicações
Descontaminação.
Desinfecção de instrumentos semi-críticos e superfícies.
Limpeza e desinfecção de paredes, pisos, superfícies fixas, em locais de alto risco.
Vantagens
Desinfetantes em imersão e em superfícies.
Úteis em metais, vidros, borrachas e plásticos (ver: Cuidados).
Menos tóxicos e corrosivos que o glutaraldeido.
Desvantagens
Preparo diário. Podem atacar vidros e plástico com a exposição prolongada. Irritantes para a pele e para os olhos.
Cuidados
Usar luvas para evitar o contato com a pele.
Em caso de contato com a pele, lavar abundantemente com água e sabão.
Em caso de contato com os olhos, lavar abundantemente com água e encaminhar ao médico.
Os fenóis não são recomendados para artigos semi-críticos (látex, acrílico e borracha), devido ao seu efeito residual que impregna nos poros dos materiais, podendo causar irritação de mucosa e tecido, se não sofrerem um enxágüe adequado. Não são recomendados para artigos que entram em contato com alimentos nem para berçários devido à sua toxicidade.
Obs.- Quando utilizados na desinfecção de superfícies, por não serem voláteis, os fenóis sintéticos se depositam, devendo ser removidos com pano úmido, pois, ao reagir com a umidade, passam a exercer ação antimicrobiana residual.
ÁLCOOL 77% V/V OU 70% P/V
Indicações
Desinfecção de artigos e superfícies.
O álcool evapora rapidamente, assim sendo, os materiais devem ser friccionados
na superfície, operação que deve ser repetida até completar o tempo de ação.
Friccionar, deixar secar sozinho e repetir três vezes a aplicação, até
completar o tempo de exposição de 10 minutos (MS/1994). Não é aconselhável
imergir os materiais no álcool, devido à sua evaporação.
Vantagens
Rapidamente bactericida.
Tuberculocida e viruscida para vírus lipofílico.
Econômico.
Ligeiramente irritante.
Desvantagens
Não é esporicida.
Atividade diminuída em presença de biocarga.
Atividade diminuída quando em concentração inferior a 60%.
Ataca plásticos e borrachas.
Evapora rapidamente das superfícies.
É altamente inflamável.
Preparo
O preparo do álcool 77% (v/v) será feito na Disciplina de Microbiologia. Entregar 1 litro de álcool comercial na sala de esterilização nas segundas e terças-feiras pela manhã e retirar nas sextas-feiras pela manhã, com o sr. Osni.
Obs.: É fundamental observar a concentração do álcool. A presença da água favorece a penetração do álcool nos microrganismos e contribui para sua menor evaporação.