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Fraturas de  Cotovelo em Crianças

 na Idade Pré- Escolar

por Dr. Rogério Santos Vargas

 

Colaboração: Enf. Gadiel Canto ; Dr. Pablo Flôres Dias;

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 As fraturas de cotovelo em crianças acontecem entre 04 a 10 anos de idade em média podendo ter alguma variação de idade.  Esta relacionada a fatores anatômicos locais ,pois a cápsula articular é mais resistente e proporciona maior estabilidade articular. O mecanismo de ação é queda com cotovelo em extensão em mais de 90% dos casos. No cotovelo as duas saliências ósseas palpáveis digitalmente são denominadas côndilos, e as fraturas nesta faixa etária acontecem acima dos côndilos. Denomina-se então fraturas supracondileanas de úmero. Estas fraturas podem ser divididas em três tipos de acordo com a gravidade do trauma através de uma classificação. A fratura do tipo 1 não há desvio dos fragmentos ed portanto basta o tratamento com imobilização simples em tala gessada por três semanas em média. A fratura do tipo dois há deslocamento incompleto pois a cortical posterior fica integra devido a membrana perióstea estar aderida. Neste caso  a manipulacao simples sob narcose é suficiente pois com uma flexão ate 45º já consegue-se redução da fratura. A fratura do tipo três a mais grave porque há desvio completo dos fragmentos é uma urgência porque pode ser associada a complicações caso não seja reduzida na urgência e fixada com pinos de kirschner. Dependendo da direção dos fragmentos pode determinar lesão em nervos ou vasos ao nível do cotovelo. O inchaço local pode determinar aumento da pressão no compartimento com risco de lesão irreversível. A falta de redução na urgência ou redução insatisfatória com instabilidade dos fragmentos pode determinar o prognóstico. Quando a redução não é adequada mesmo se fixada pode determinar consolidação viciosa,isto é, apresenta deformidade. A deformidade em varo é uma das piores pois limita os movimentos e fica esteticamente feio.

Apresentação de Caso

Apresentamos a correção cirúrgica de uma deformidade em varo em uma criança de três anos em que a redução não foi satisfatória e sobreveio a seqüela. (raio X  na coluna ao lado) Fora realizada uma osteotomia em cunha de subtração com base lateral e fixação por pinos de kirschner e amarria com fios de aço. Porém devido a idade não esta descartada uma nova cirurgia corretiva.   

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