Sociedade Brasileira de Reabilitação Traumatológica e Ortopédica

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Cirurgia Traumatológica e Ortopédica

 

Do ponto de vista do cirurgião , a satisfação após realização do procedimento cirúrgico esta relacionado, no caso da traumatologia em reduzir-se (alinhar-se) os fragmentos ósseos deslocados, deixando unidos de uma forma igual a anterior ao traço de fratura. A primeira etapa então denominada redução anatômica . A fixação é considerada ideal tanto mais fixa(estável) quanto se consiga levando-se em conta o tipo de fratura conforme uma classificação pré-estabelecida. Utiliza-se materiais(implantes) metálicos como, placas,parafusos, hastes e fixadores. O material a ser utilizado é baseado na perícia do cirurgião conforme cada caso em particular , seguindo-se normas estabelecidas de acordo com o conhecimento da classificação e o tratamento preconizado na literatura.O terceiro quesito a ser alcançado é a mobilização precoce, que depende do sucesso alcançado nos quesitos anteriores. A partir deste instante pode haver uma lacuna entre o cirurgião e o paciente, pois com o sucesso obtido após o procedimento cirúrgico,isto é, redução anatômica e fixação estável , o médico diante de uma radiografia digna de fotografia peca ao pensar que seu trabalho esta concluído e que agora é com o fisioterapeuta a reabilitação. Ao contrario o trabalho do fisioterapeuta inicia mesmo antes do procedimento cirúrgico, tomando conhecimento da gravidade da lesão e participando de forma a entender o tipo de tratamento ministrado e o porque de sua opção. A interação cirurgião/reabilitador cria a engrenagem perfeita para o sucesso do terceiro quesito. A falta  da interação multidiciplinar ocasionada por problemas diversos, desde a falta de entendimento da importância , e também  por falta de estrutura adequada do sistema de saúde gerando filas de espera, é sem duvida o maior problema atual. Uma cirurgia perfeita pode gerar um paciente incapacitado se este não for adequadamente reabilitado em um tempo hábil. Uma cirurgia não muito estável pode ter um resultado catastrófico se não houver interação de conhecimentos.

 Dr Rogério Santos Vargas 

Ortopedista e Traumatologista, diretor técnico da SOGAB    

rogerio@sogab.com.br