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Sociedade Brasileira
de Reabilitação Traumatológica e Ortopédica
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RESIDÊNCIA
TRAUMATO-ORTOPÉDICA
REQUALIFICA
AÇÕES FISIOTERAPÊUTICAS
Leia sobre: Reconhecimento da Especialidade de Fisioterapia Traumato-ortopédica
Em
Brasília,
treinamento
em
serviço
em
dois
hospitaisda
Fundação
Hospitalar do
Distrito
Federal
inicia
segunda
turma de residentes
Única
instituição
pública de
porte do
Distrito
Federal equipada
para
realizar
cirurgias e
todo
tipo de atendimento na
área traumato-ortopédica, o
Hospital
Regional de Sobradinho,
embora localizado
em
um
município
que geoeconomicamente
não é a
maior
cidade
satélite do
Distrito
Federal, atende
pacientes de uma
vasta
região, incluindo
até de
outros
Estados. É
este
hospital
que
abriga
um dos
dois treinamentos
em
serviço -
modalidade
residência -
em
fisioterapia traumato-ortopédica,
nos
moldes estabelecidos
pelo CEDHRUS (Centro
de
Desenvolvimento de
Recursos
Humanos
para a
Saúde) da
Fundação
Hospitalar do
Distrito
Federal. O
segundo
hospital,
com
idêntico
programa de
treinamento
em
serviço, está localizado
em Taquatinga,
outra
cidade
satélite do
Distrito
Federal,
também ligado a
mesma
Fundação
Hospitalar. O
programa
desenvolvido
nos
dois
hospitais foi submetido a
análise do COFFITO e
por
este
conselho
profissional reconhecido, o
que garante
sua
chancela
nos
certificados emitidos (ao
contrário dos
cursos de especialização,
que
são avalizados
pelo
Ministério da
Educação, a
competência
para
este
ato
em
programas de
treinamento
em
serviço é do
conselho
profissional,
enquanto
não for
criada a
Comissão
Nacional de
Residência
em
Fisioterapia no
âmbito do
Ministério da
Educação).
O
primeiro
programa de
residência,
com
duração de
um
ano, teve
início
em 2 de
fevereiro de 1998,
com
término
em 31 de
janeiro deste
ano,
com
carga
horária de 60
horas
semanais, das
quais
pelo
menos
um
terço
para
desenvolvimento de
atividades teórico-práticas. O
segundo
programa deverá
ter
início
em
julho,
assim
que concluídos
todos os procedimentos
burocráticos
em
andamento.
Autor do
projeto e
seu coordenador
desde a
implantação, o fisioterapeuta Silvio
Gonçalves da Silva, há
cinco
anos (dos
nove
que exerce a
profissão) atuando no
hospital de Sobradinho,
onde
atualmente é o
chefe da
Unidade de
Fisioterapia e
Terapia
Ocupacional, notou uma
carência de
profissionais fisioterapeutas
especializados atuando na
região,
particularmente na
área de
fisioterapia traumato-ortopédica.
“Observamos,
em
contraponto, uma
enorme
quantidade de
indivíduos
portadores de
seqüelas sensitivo-motoras advindas de
acidentes
ou
lesões afetas a
área traumato-ortopédica.
Com esta
constatação, a
residência deixou de
ser
apenas uma
opção aos graduados
que almejavam
aprofundar
seus
conhecimentos
em uma
especialidade
ou
ingressar na
carreira
docente, transformando-se
em uma complementação
quase
obrigatória do
curso de
graduação,
para cujas
falhas o
estágio supervisionado
não
era
capaz de
servir
como
corretivo”.
OBJETIVOS
A
definição
mais
comum de
residência é a de
ensino pós-graduado,
sob
forma de
curso de especialização
caracterizado
como
treinamento
em
serviço
em
regime de
tempo
integral, no
qual o recém-formado, no
cumprimento de
um
programa
específico, deve aperfeiçoar-se no
exercício da
profissão, trabalhando
em
regime de
dedicação
exclusiva
em
serviços
hospitalares,
universitários
ou
não,
sob
orientação de
professores (fisioterapeutas e
outros
profissionais de
saúde), de reconhecida
competência,
experiência amadurecida e de
elevado
conceito do
ponto de
vista
ético. O
programa de
residência da
Fundação
Hospitalar do
Distrito
Federal seguiu esta
definição, ao
colocar
como
seus
objetivos
gerais, o de “propiciar
aos
profissionais fisioterapeutas,
filosofia,
técnica e
conhecimento
científico visando a
adoção de
postura
indispensável a
sua
atuação
como
profissional
educador neste
novo
contexto consagrado
pela
evolução
científica e
tecnológica;
capacitar os
profissionais fisioterapeutas ligados às
ações de
saúde,
particularmente na
área da
fisioterapia traumato-ortopédica, a
elaborarem
propostas de
ações
terapêuticas
mais atualizadas, integrando
ações de
educação e
em
saúde;
possibilitar aos
profissionais da
área
condições de aperfeiçoamento e
adoção de
espírito
crítico
científico
inovador,
associados a uma
postura
ética
real,
moderna e cientificista; e
incrementar o
processo de
educação continuada,
aliada a
prestação de
serviços na
área, na
busca da melhoria da
qualidade de
ensino, de
capacitação e de
assistência a
população”.
Em
Brasília, o
programa de
residência estruturou
suas
atividades didático-pedagógicos
em
ações
práticas,
sob a
supervisão de
docente
ou
profissional
com qualificação
acadêmica,
sob a
forma de
discussão de
casos
clínicos;
sessões clínico-radiológicas,
anátomo-clínicas, clínico-laboratoriais e outras
integrantes do
programa
educacional e
científico;
sessões de
revisão bibliográfica e de atualização de
temas e
seminários
para
discussão de
artigos
científicos;
cursos e
palestras,
tanto no
âmbito da
fisioterapia traumato-ortopédica
como de todas as
áreas
afins. No
currículo
mínimo, as
matérias:
anatomia do
aparelho
locomotor, fisiopatologia
músculo-esquelética,
semiologia e
propedêutica
em
fisioterapia traumato-ortopédica,
ortopedia e
traumatologia e
fisioterapia traumato-ortopédica.
INTERESSE
CRESCENTE.
Anualmente
são oferecidas
quatro
vagas
em
cada
hospital.
Para a
primeira
turma, a
relação foi de 15
candidatos
por
vaga
em Taquatinga e de 13
em Sobradinho,
com
candidatos de várias
regiões brasileiras:
entre os
oito
selecionados,
um
era de
Minas
Gerais e
outro da Paraíba. A
grande
maioria foi de recém-formados, uma
situação explicada
pelo dr. Sílvio Gonçalves da Silva
pela
inexistência, nesta
fase, de
vínculos
muito
fortes, o
que facilita a
absorção
total do
profissional nas
atividades desenvolvidas no
hospital (durante
o
treinamento, o
profissional
não pode
exercer nenhuma
função
externa).
Para
o
segundo
concurso, o dr. Silvio Gonçalves da Silva relata a
existência de
manifestações de
interesse de fisioterapeutas de
São Paulo,
Paraná e de várias
regiões do
nordeste, o
que faz
prever uma
relação de candidato-vaga
ainda
maior.
Para a
admissão, há uma
prova de
seleção teórico-prática (para
o
primeiro
grupo,
como o
tempo
era
muito
escasso,
não foi realizada
prova
prática,
prevista
para o
segundo
processo
seletivo). É
obrigatório o
registro do
candidato à
residência no CREFITO de
sua
jurisdição.
O dr. Silvio,
que é
também
preceptor da
residência
médica
desenvolvida no
mesmo
hospital, relata
que os
bons
resultados alcançados no
primeiro
ano da
residência
em
fisioterapia tramauto-ortopédica está
gerando o
interesse na
abertura de
programas
semelhantes
também nas
áreas de
nutrição,
enfermagem e
odontologia.
Outro
ponto motivador é a
bolsa e o
auxílio
moradia
mensal oferecidas aos
profissionais de
fisioterapia, idênticas às destinadas a
residência
médica, de
pouco
mais de 1,4
mil
reais,
um
valor considerado
em
excelente
patamar.
Embora reconheça
que o
valor da
bolsa possa
ser,
sem
dúvida,
um
grande
atrativo, o dr. Silvio lembra
que
isto
não significa a
substituição de
mão-de-obra (o
hospital de Sobradinho possui
seis fisioterapeutas
em
seus
quadros).
Um
ano de
residência é
suficiente? “Percebemos
que está na
dimensão
razoável,
embora pudesse
ser suplementado
com
mais
um
período
adicional de
outro
ano,
para a
criação de uma subespecialidade,
como
já ocorre na
medicina”, reconhece o fisioterapeuta. “No
entanto,
ainda
não existe
previsão de
verba
para
isso…”.
O
programa contempla todas as
áreas e é
desenvolvido
em todas os
setores do
hospital,
desde o
pronto-socorro e a
enfermaria
até o
centro cirúrgico da
unidade.
Somente
para o
estágio
em
neurologia é utilizado
outro
hospital da
rede
pública,
já
que o de Sobradinho
não dispõe desse
serviço.
Para a
parte
teórica é utilizado o
auditório do
hospital (neste
momento, a participação é
conjunta dos residentes de
fisioterapia e
também dos residentes
em
ortopedia). Finalizada a
aula, iniciam-se as
visitas as
enfermarias,
para
análise e
discussão de
casos e a
definição do
momento do
início da
intervenção do fisioterapeuta. No
período da
tarde,
um
novo
ciclo de
aulas,
mais específicas da
fisioterapia,
mas
que
também
são assistidas
pelos
demais residentes.
Reuniões
mensais
são realizadas na
clínica da
unidade de
ortopedia e
traumatologia do
hospital,
para
exposição de
casos
clínicos
mais
raros
ou difíceis.
“Como
são 12 meses de
residência, a
carga
horária é dividida
em
quatro
partes
iguais de
três meses
cada, contemplando
cada
setor do
hospital,
com
provas periódicas
para acompanhamento, obrigatórias
dentro do
programa”. Esta avaliação
trimestral é realizada
dentro do
próprio
hospital. “Ao
final, os
profissionais da
fisioterapia tiveram
condição de
vivenciar
tudo
que a
ortopedia e a traumatologia têm a
oferecer, a
começar
pelo
paciente
vítima de
um atropelamento
que
chega ao
hospital e é encaminhamento
imediatamente
para o
centro cirúrgico
para,
logo
após a
análise de
seu
quadro
clínico funcional,
ser submetido as
ações fisioterapêuticas.
O fisioterapeuta atende
pacientes
com
todos os
tipos de
patologias, participando
efetivamente das avaliações conjuntas,
em
um
admirável
trabalho de
equipe.
Com o encerramento da
primeira
residência,
em
março
último, o
feedback pôde
ser facilmente mensurado, pelas contínuas
indagações dos
profissionais de
saúde
sobre a
data do
início da
segunda
turma...
*
Fonte (menção
obrigatória):
revista O COFFITO –
edição nº 3
>>>>>>>>
Reconhecimento da Especialidade de Fisioterapia Traumato-ortopédica
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