MEIOSE E ABERRAÇÕES CROMOSSÔMICAS
Meiose
-
Divisão celular
reducional que ocorre em células germinativas para produção de gametas
-
Prófase I -
período mais longo subdividido em: Leptóteno, Zigóteno, Paquíteno,
Diplóteno e Diacinese
-
Duas divisões -
Meiose I e II
Figura da divisão meiótica obtida na
Internet através da busca de imagens do site
www.altavista.com
|
 |
|
Meiose I- |
Leptóteno Zigóteno Paquíteno Diplóteno Diacinese
Metáfase I Anáfase I Telófase I |
| |
Fotomicrografias das fases da divisão I meiótica
obtida na Internet através da busca de imagens do site
www.altavista.com |
|
Meiose II |
Prófase II Metáfase II Anáfase II Telófase II |
| |
Fotomicrografias das fases da divisão I meiótica
obtida na Internet através da busca de imagens do site
www.altavista.com |
Processo de
Recombinação Genética
- importante
para o aparecimento de novos arranjos entre genes provenientes das
linhagens parentais

Esquema representando o processo de
Recombinação Genética obtido na Internet através da busca de imagens do
site www.altavista.com
Meiose na
Espécie Humana
|
 |
Espermatogênese
-
Formação dos
gametas masculinos (espermatozóides)
-
Ciclo completo -
24 dias (duração Prófase I - 13-14 dias)
-
4
espermatozóides a partir de 1 espermatócito primário
-
Produção é
contínua, portanto não ocorre acúmulo de influências ambientais ao
longo do tempo, como veremos na formação do gameta feminino
-
Espermiogênese-
transformação da espermátide em espermatozóide
Desenho ao lado e abaixo, digitalizado a partir da figura
da página 62 do Livro "Embriologia Clínica"de
Moore, K. L & Persaud T.V.N.
publicado pela Guanabara Koogan em 1994. |
 |
Ovogênese
-
formação dos
gametas femininos (óvulos)
-
20º dia de
gestação - início das saliências gônadas
-
5º mês de
gestação todos os ovócitos primários estão no início da Meiose (diplóteno)
e ficam estacionados nesta fase até a ovulação (13 a 45 anos)
-
após a
ovulação o ovócito termina a divisão I da meiose e só completa a
meiose II se ocorrer fecundação
-
Do total de
1.000.000 de ovócitos produzidos no 5º mês, a mulher utilizará cerca
de 400 durante a vida.
|
Erros na Meiose
-
Assim como pode
ocorrer erro na separação do material genético duplicado na Mitose, na
meiose a não-disjunção pode ocorrer tanto na anáfase I (não-separação dos
homólogos) ou na anáfase II (não-disjunção das cromátides);
-
A não-disjunção é
mais freqüente na meiose I - estudos recentes mostram que estes erros
decorrem de falhas em formar ou manter uma tétrade unida durante a
primeira divisão;
-
Como exemplo, entre
os casos de S. Down devido a não-disjunção meiótica temos que cerca de 95%
ocorem na mulher (sendo 77% na meiose I e 23% na meiose II) e 5% no homem
(sendo 22% na meiose I e 78% na meiose II);
-
Consideramos a
não-disjunção dos cromossomos como principal causa das aneuploidias (alterações
no número de cromossomos);
-
Nas figuras abaixo
encontram-se esquemas das conseqüências da não-disjunção nas duas divisões
da meiose em relação ao sexo (clique
na figura para expandir em uma nova janela).
-
1ª Divisão -
masculino 1ª Divisão - feminino 2ª Divisão - feminino 2ª Divisão
- masculino

Análise dos
Cromossomos Humanos
- Preparação do
cariótipo - Moorhead (1960) com modificações
-
retira-se sangue
venoso periférico deixando descansar à temperatura ambiente, ocorrendo
sedimentação das hemácias
-
o plasma é separado
e colocado em meio de cultura com fito-hemaglutinina que provoca
desdiferenciação dos leucócitos e então é produzido um grande número de
células em divisão.
-
adiciona-se
colchicina que impede a formação do fuso (divisão da célula) fazendo com
que todas "parem" em metáfase.
-
coloca-se a cultura
em solução hipotônica para inchar as células.
-
fixa-se o material e
posteriormente pingamos em uma lâmina e coramos.
-
conforme o
procedimento de coloração usado teremos diferentes tipos de bandeamento
dos cromossomos
-
Abaixo, à esquerda
temos a fotografia da preparação, vista em aumento menor, repare nas setas
que mostram cromossomos em metáfase, ampliados na figura da direita.
Fotomicrografia digitalizada do Livro de Genética Humana (Otto, P.G 1997)
Cariótipo Humano
Normal
- Masculino (15
cromossomos no grupo C e 5 cromossomos no grupo G) - figura abaixo à
esquerda
-
Feminino (16
cromossomos no grupo C e 4 cromossomos no grupo G) - figura abaixo à
direita
NOMENCLATURA DO CARIÓTIPO HUMANO
A
Padronização internacional da nomenclatura de cromossomos Humanos engloba
uma série de normas apresentadas em vários Congressos Científicos (Paris,
1971) e relatos do Comitê de Nomenclatura Citogenética Humana, e resumidas
abaixo:
- Os cromossomos
são identificados pelo seu tamanho, pela posição do centrômero e padrão de
Bandas
- São arrumados em
pares de homólogos, em ordem decrescente de tamanho.
Bandeamentos
-
No bandeamento C (figura à esquerda) utiliza-se o corante Giemsa, após
pré-tratamento das preparações com soluções de pH básico. - Aparecem
bandas coradas nas regiões de heterocromatina constitutiva. Centrômeros
-
No bandeamento Q (figura à direita) utiliza-se o corante fluorescente
Quinacrina ou seus derivados, aparecem bandas de diferentes intensidades
luminosas ao longo dos cromossomos.
Fotomicrografia digitalizada do Livro de Genética Humana (Otto, P.G 1997)
-
No bandeamento G (figura abaixo) utiliza-se o corante Giemsa,
após pré-tratamento das preparações com
soluções proteolíticas (tripsina)
-
Aparecem bandas coradas ao longo
de todo o cromossomo
"Chromosome
Painting" -
Identificação dos Cromossomos Humanos utilizando a técnica de Hibridação
In-Situ por Fluorescência (FISH)
-
A técnica de
Hibridação in-situ por Fluorescência tem sido amplamente utilizada para a
detecção de segmentos específicos de DNA, o que permite a localização
direta através da utilização de fluorocromos específicos. Inicialmente
devido ao número limitado de fluorocromos era impossível a localização de
alvos múltiplos, inclusive cromossomos diferentes.
-
Michael R. Speicher,
Stephen Gwyn Ballard & David C. Ward desenvolveram a técnica de Múltipla
Hibridação in situ por Fluorescência, ou seja, desenvolveram um conjunto
de filtros para fluorescência e um software de computador capaz de
detectar e discriminar 27 diferentes tons. (Karyotyping human chromosomes
by combinatorial multi-fluor FISH. Nature Genetics 1996:Abril p 368)
-
Esta técnica permite
detectar rápida e inequívocamente rearranjos cromossômicos complexos e
simples e, ainda pode-se caracterizar muitas anormalidades cromossômicas
que não eram detectadas pelas técnicas de bandeamento tradicionais, o que
consiste num importante método para ampla utilização clínica visando a
caracterização de cariótipos complexos
Figura obtida no end
http://www.mun.ca/biology/scarr/FISH_chromosome_painting.htm |