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Organelas Citoplasmáticas
Membrana Plasmática
Retículo Endoplasmático
Desenhos acima foram digitalizados a partir de um calendário intitulado The World of Cell ( distribuído conjuntamente ao catálogo de suprimentos da empresa Carolina Biological Supply Company) Complexo de Golgi
Lisossomas
São produzidos na porção distal do Complexo de Golgi,
Mitocôndria
Desenho acima foi digitalizado a partir de um calendário intitulado The World of Cell ( distribuído conjuntamente ao catálogo de suprimentos da empresa Carolina Biological Supply Company)
Centríolos
Figura copiada do software educacional "O Corpo Humano " produzido pela Dorling Kindersley e traduzido pela Editora Globo 1996 |
Lisossomas
são vesículas pequenas, arredondadas, repletas
de enzimas hidrolíticas em estado inativo. O perfeito funcionamento das
enzimas lisossômicas depende de um pH= 5, que é mantido por constante
transporte ativo de prótons para a luz lisossomal a medida que o lisossoma migra
para regiões mais próximas da
membrana
plasmática. Nessa região da célula, os endossomas podem se fundir com os
lisossomas, formando os endossomas secundários onde ocorre a digestão enzimática
de seu conteúdo.
Peroxissomas
Organelas de 0,2 a 1mm de diâmetro envolvidas por uma unidade de membrana
contendo cerca de 40 enzimas oxidativas, dentre elas a catalase, urato oxidase e
D-aminooxidase. Atuam no catabolismo de ácidos graxos de cadeia longa (beta-oxidação),
formando Acetil-CoA e H2O2. O
Peróxido de hidrogênio detoxifica agentes nocivos como o etanol e mata certos
microorganismos. O excesso de H2O2
é destruído pela enzima catalase, também no interior dos peroxissomas. Os
peroxissomas realizam ainda a oxidação de urato e de D-aminoácidos. Todas as
células animais possuem de 60 a 70 peroxissomas, sendo que hepatócitos,
neutrófilos e macrófagos e células renais possuem maior número deles. Nas
células vegetais, os glioxissomas são responsáveis pela metabolização dos
triacilgliceróis (via do glioxilato).
As
proteínas destinadas aos peroxissomas não são produzidas no RER, e sim no
citossol. Através de um peptídeo sinal, aderem aos receptores específicos
expressos na membrana dos peroxissomas. Um modo de transporte especial,
semelhante ao utilizado pelo complexo de
poros
nucleares, envolve a translocação do receptor para a matriz, a entrega da
proteína transportada e o retorno do transportador para o citosol.
A medida que os peroxissomas incorporam lipídios e proteínas à membrana, crescem
e se dividem por fissão.
Proteassomas
A degradação protéica pode ocorrer nos lisossomas,
endossomas secundários, no
RER e no citoplasma. Os
Proteassomas são complexos enzimáticos citoplasmáticos, compostos por
diversas classes de proteases dispostas em torno de um conduto central. Uma das
suas funções é a degradação de proteínas. Proteínas citosólicas, quando
danificadas, mal-dobradas, desestruturadas ou com aminoácidos oxidados, são
degradadas no conducto central do cilindro do proteassoma -- onde estão os
sítios ativos das proteases -- gerando oligopeptídeos de vida curta.
As proteínas a serem degradadas são endereçadas aos proteassomas pela
ubiquitina. Um dos sinais para a ubiquitinação é a presença de resíduos
desestabilizadores na porção N-terminal, mas outros sítios para ubiquitinização
existem enclusive na porção C-terminal. Depois de marcadas, as proteínas entram
nos proteasomas pela abertura do cilindro, que é parcialmente tampada por um
complexo protéico que parece funcionar como um filtro seletivo das proteínas que
devem entrar no conducto central do cilindro.
O processo de degradação protéica, no interior do proteassoma, consome energia,
que é cedida por moléculas de ATP, hidrolizadas pelo complexo protéico da
abertura do cilindro.
Depois de degradada a proteína, as ubiquitinas e o proteassoma são liberados e
podem ser reutilizados.
Existem muitas cópias de proteasomas nas células e a degradação protéica ocorre
no citosol, no interior de RER e lisossomas.
Este mecanismo permite que a concentração de diferentes proteínas seja
modificada rapidamente, de acordo com o estado funcional da célula. Assim,
certas proteínas têm um curto período de meia vida, enquantro outras têm sua
meia vida prolongada, por possuírem aminoácidos especiais na sua porção
N-terminal, que impedem a ubiquitinização.
Na transição da metáfase para a anáfase, a degradação de coesinas (proteínas
que mantêm as cromátides irmãs juntas) é fundamental para a distribuição das
cromátides entre as células filhas e a manutenção da ploidia correta.